Apesar de ser mais procurado por artistas, o Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) também pode apoiar iniciativas de preservação do patrimônio de Londrina. A diretora de Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Vanda de Moraes, destaca que o objetivo do órgão é ''convergir esforços no sentido de promover o conhecimento sobre a cidade, o reconhecimento dos bens culturais e patrimoniais e, consequentemente, a sua preservação.''
Segundo ela, o espectro da área de patrimônio é relativamente grande: exposição, pesquisa, publicação de livro, restauração de bem cultural ou arquitetônico. Para Vanda, os profissionais que atuam na área de patrimônio não têm conhecimento sobre o programa de incentivo. ''Como são, na maioria, profissionais liberais, eles não têm o traquejo de apresentar um projeto para buscar financiamento'', constata Vanda. Para a diretoria de patrimônio, está é uma das formas de preservação do patrimônio arquitetônico e cultural londrinense.
Alguns projetos na área de patrimônio tiveram o apoio do Promic. O primeiro foi o de cartões postais Cenas Londrinenses. ''Apesar de pequeno e singelo, teve uma repercussão muito grande'', avalia. Apresentado pela própria Secretaria de Cultura, reuniu fotografias dos acervos do Museu Histórico e do próprio órgão. Também foram publicados diversos livros sobre arquitetura. ''Nós tínhamos muita pesquisa produzida que acabava ficando no âmbito da academia e o público em geral não conhecia e o próprio aluno tinha dificuldade de acessar porque não eram publicações'', destaca Vanda.
Para preservação do bem propriamente dito, a legislação vai conferir um novo status ao bem tombado, que não muda de dono. A chamada lei de tombamento é apenas uma das vertentes do Plano Diretor de Preservação de Patrimônio, que inclui ainda a listagem inicial de objetos que poderão ser tombados. A administração municipal deve destinar recursos, através de isenção fiscal, e fiscalizar a preservação do patrimônio. ''Outro problema é a situação geral da cultura do País, que tem poucos recursos. E a área de patrimônio tem menos ainda'', lamenta.

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