Bairro Novo aguarda Centro de Convivência
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Para a turma que joga pelada, há mais de 15 anos, no campinho da Rua Ourizona, no Sítio Cercado, a notícia da construção de um centro de convivência para prática de esportes e atividades físicas, no local, não foi muito bem recebida. Talvez esse seja o único grupo de moradores da região que não aprovou (ainda), os projetos futuros para o terreno, localizado atrás do ginásio esportivo da regional Bairro Novo. O complexo, cuja infra-estrutura inclui duas piscinas aquecidas, vai oferecer tratamentos de saúde, entretenimento e o convívio social para a população.
O espaço esportivo tem inauguração prevista para maio de 2008 e vai permitir aos moradores de três bairros da região Sítio Cercado, Umbará e Ganchinho freqüentar aulas de natação, hidroginástica, hidroterapia, educação física. Serão investidos pelo município R$ 4 milhões para erguer o centro, que terá duas piscinas, uma olímpica com oito raias (25 metros de comprimento por 16 de largura) e outra para hidroginástica, campinhos de futebol e espaço para práticas esportivas. O custo mensal para manutenção de infra-estrutura e gastos com pessoal está calculado em R$ 70 mil.
O novo centro tem potencial para atender 137 mil pessoas, segundo o secretário municipal de Esportes e Lazer, Neivo Beraldin. A intenção é dar às pessoas carentes acesso ao esporte e lazer e à saúde, promovendo a integração social e qualidade de vida. A Fundação de Ação Social (FAS) também estará presente com diversas atividades. Os deficientes físicos e os idosos terão a oportunidade de se exercitar com toda a estrutura necessária, disse ele. O envelope de concorrência será aberto no dia 13 de dezembro e as obras começam na segunda metade de janeiro. Isso já é assunto consumado.
O proprietário do barzinho em frente ao futuro centro de convivência já tem em mãos uma cópia do projeto para entender melhor o que vem por aí. Todo mundo está elogiando a construção do espaço. Vai melhorar até a freqüência de pessoas na rua. Só a turma que joga futebol no campinho que não gostou. Eles acharam ruim porque terão que procurar outro lugar para jogar, disse José Nunes, de 54 anos, contando que o grupo usa o terreno para as peladas nos finais de semana. Se tiver uma atividade que me interessa eu vou nesse centro. Aqui não tem nada para fazer e viaja só quem tem dinheiro.
Para alguns moradores da região o mais importante é a segurança para poder freqüentar o novo centro. Se for seguro a gente participa das atividades e leva a família. Será útil para os moradores, mas precisa haver a confiança, porque se for ao Deus dará, ninguém virá aqui, pontua a dona de casa Mariza Plantes, de 49 anos. Não sei muito bem o que será esse centro, não foi muito divulgado por aqui. Mas com certeza precisa ter segurança para a gente trazer as crianças e os idosos. A gente não vai nem às praças porque são cheias de vândalos. É perigoso, reforça a salgadeira Marlene Barros, de 43.
Mais 8 centros vêm por aí
O secretário informou que o novo centro do Bairro Novo terá o apoio da guarda municipal para zelar o patrimônio e dar segurança à população. Para construir mais oito centros de convivência de Curitiba, a Secretaria busca captar recursos junto ao Ministério do Esporte e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com Beraldin, já existe uma verba do BID que será destinada para esse fim, com contrapartida da Prefeitura.
Ainda serão definidas quais serão as próximas unidades, priorizando as populações mais carentes. Um estudo avalia a possibilidade de recuperar antigos clubes da cidade, que já possuem estrutura com piscinas e estão desativados. Exemplos são o Clube do Golfinho, no Pilarzinho e a Sociedade Literária, no Portão. Pode ser uma saída. Estamos trabalhando para viabilizar esses espaços, muitas pessoas sonham com isso. O Cajuru deseja um centro, assim como Santa Felicidade e assim por diante, cita Beraldin.


