Permanece até o final do mês, a exposição da réplica do Demoiselle, o primeiro avião (semelhante a um ultraleve) capaz de fazer manobras feitos por Santos Dumont, em Paris, no ano de 1907. A réplica foi construída pelo piloto paranaense Fábio Almeida, 42 anos, em homenagem aos 100 anos do primeiro voo do original Demoiselle. E foi ele mesmo quem sugeriu à Construtora Hugo Peretti que fizesse uma exposição da réplica em frente ao recém-inaugurado empreendimento, duas torres de edifício residencial batizadas com o nome do avião e do seu inventor, no bairro Mossungue.
"A proposta foi muito bem aceita pelo nosso marketing. As pessoas param lá em frente, principalmente nos finais de semana, para ver a réplica. Como fica no ambiente externo do edifício, nos comprometemos a colocar guarda 24 horas", conta Hugo Peretti Neto, diretor-geral da construtora. Segundo ele, na entrega do edifício também houve uma exposição de fotos e objetos inéditas de Santos Dumont cedidos pela família do aviador.
A réplica tem sete metros de comprimento, seis de largura e três metros de altura. O piloto Fábio Almeida construiu o avião, em três anos, com seda japonesa, bambu, cordas de piano e uma estrutura metálica, mesmo material utilizado por Santos Dumont. O motor de 35 HP corresponde à potência de um carro 1.0 e já possibilitou a réplica realizar duas horas de voo. A entrada é franca.

Dentro da locomotiva
Uma antiga locomotiva virou uma extensão do Museu Ferroviário, no Shopping Estação. No final de abril, iniciou a exposição "Janelas para o passado - Uma viagem de história pelas ferrovias" instalada dentro do vagão de um trem, e que será permanente. Dentro do trem estão dispostas cerca de 30 peças originais das estações e ferrovias paranaenses, principalmente as de Curitiba e Ponta Grossa, que ajudam a contar a história do desenvolvimento do Paraná e da sociedade no século passado - até quando a locomotiva a vapor foi desativada, na década de 1960.
Cada objeto tem um painel que traz informações sobre o seu uso e origem, como luminárias, relógios, balanças, lanternas a carvão e telégrafos, sendo estes últimos, importantes meios de comunicação entre as estações e postos da Serra do Mar, da época. A mostra ainda tem telefones da Siemens (os primeiros a chegarem aqui), bonés usados pelos maquinistas e chefe da estação, além dos apitos das locomotivas a vapor. As peças pertencem à reserva técnica do Museu Ferroviário.
Os visitantes não entram na locomotiva, a exposição é visualizada pelas janelas do vagão, localizado no espaço Boulevard. Uma das propostas da exposição é servir de chamariz para o Museu Ferroviário, segundo o responsável pelo museu, Caio Vendramin. A mostra é gratuita. (F.G.)

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