Avicultura aposta no exterior
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Londrina 
Arquivo FolhaPacote recessivo
do governo vai
afetar consumo da
carne de frangoO mercado de frango no Brasil enfrenta uma das piores fases desde a implantação do Plano Real, que teve a ave como símbolo da estabilidade econômica do País. O consumo da carne de frango, segundo o presidente da Comaves - Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., de Londrina, Paulo Ferreira Muniz, foi afetado pelas medidas recessivas editadas pelo Governo Federal.
A expectativa é de decréscimo no alojamento de pintos nos meses de novembro e dezembro, o que vai refletir numa menor oferta de aves nos meses de janeiro e fevereiro, prevê Muniz. Mas a indústria de aves, segundo ele, deve continuar crescendo com vistas ao mercado externo.
O empresário afirma que, além da redução do consumo interno, provocada também pelas férias escolares, a diminuição das ofertas se deve aos custos de produção que tiveram uma alta média de 10%. O preço dos principais insumos da atividade, milho e soja, tiveram altas sensíveis nos últimos meses.
Apostando no mercado externo, a Comaves está ampliando o setor de congelamento para atender às exportações. Um novo túnel de congelamento foi inaugurado em novembro, disponibilizando mais 900 toneladas de frango/mês para exportações. Segundo Muniz, outro túnel que estava previsto para ser construído em julho de 1998, será construído ainda este ano.
A Comaves envia parte de sua produção para países da América do Sul, Oriente Médio e Leste Europeu. A indústria londrinense, que foi fundada em abril de 1970, ocupa hoje, junto com sua filial no Mato Grosso do Sul, a Acauã Indústria Agro-Avícola, a 16ª posição em abates em nível nacional e o sexto lugar no Estado. Em nível de exportação, a empresa ocupa o quarto lugar no Paraná.
A Comaves tem uma produção mensal de 1,4 milhão de aves. Deste total, 20% são destinados à exportação de frangos inteiros, 8% em cortes especiais. O mercado interno é responsável pelo consumo de 47% da produção de frangos e 25% é consumido em cortes especiais.
A empresa emprega mil funcionários diretamente, e envolve, através do sistema de integração, 400 famílias de produtores rurais. (G.R.)


