AVENTURA - Rafting... É hora de remar, remar e remar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Braços fortes ou pelo menos bem-dispostos a se exercitarem. Um trajeto de seis quilômetros numa pista que, ao invés de terra ou asfalto, cede lugar a um volume considerável de água. O desafio agora é desbravar belas corredeiras remando a bordo de um bote inflável no majestoso Rio Tibagi.
Praticar rafting é a perfeita combinação de adrenalina e segurança, além da integração dos participantes com a natureza em pleno espírito de aventura. E não adianta reclamar; entrou no bote é para se molhar!
Antes de pegar seu remo e ir para a água, é necessário ouvir alguns minutos de instrução, tirar suas dúvidas e se equipar com acessórios indispensáveis à segurança individual: colete salva-vidas e capacete. Perguntas do tipo: ''O que devo fazer se eu me desequilibrar e cair no rio?'' ou ''E se o bote virar com todo mundo?'' foram feitas pela repórter iniciante que adora aventura, mas acima de tudo preza pela sobrevivência.
Incrível saber que existem técnicas aplicáveis às situações levantadas acima. Durante o percurso os guias preparam duas simulações; na primeira, quem se dispôs a participar foi levado pela correnteza até o outro instrutor resgatar (com o cabo do remo ou corda).
Nessa ocasião, os aventureiros já tinham sido alertados quanto à posição do corpo, além da regra de ouro ''jamais tentar remar contra a correnteza'', o que aumentaria o cansaço e a probabilidade e engolir água.
A outra simulação responde na prática a dúvida quanto ao bote virar no rio. Em poucos segundos o bote virou, voltou a posição normal e já estava pronto para continuar a descida.
''Todos para frente! Agora para trás! Esquerda para frente e direita para trás! Descansar!'', são alguns dos comandos (ou gritos em meio às corredeiras) dados pelo guia, responsável pelo leme e segurança dos tripulantes.
Sentado na ponta traseira do bote confeccionado em PVC e com fundo inflável auto-esgotante quando o guia diz ''esquerda para frente'', isso significa que todos que estiverem nessa lateral devem remar a favor do fluxo do rio para ganhar velocidade nessa direção. ''Para trás'', sugere a simples redução de velocidade ou o desvio de um obstáculo, que pode ser uma grande pedra, corredeira ou queda d'água.
Parece difícil? Perigoso? Em se tratando de esporte radical, é evidente que os riscos existem, por isso, quando decidir praticá-lo, é fundamental escolher empresas idôneas, além de buscar conhecer o histórico esportivo dos guias.
Para se ter uma idéia de como o rafting é um esporte seguro e também democrático, em um dos botes, a faixa etária dos tripulantes variava de oito a 20 e poucos anos. No bote que a equipe da Folha utilizou, Alisson Alan Iucks, de apenas 11 anos, aderiu à prática pela terceira vez, mas demonstrava segurança de veterano em suas remadas: ''A primeira vez eu tive um pouco de medo, mas depois foi diminuindo. A parte que eu mais gosto é quando a gente cai na água e deixa a corredeira levar. É tão legal que eu não queria que acabasse'', comentou o pequeno aventureiro.
Aos nove anos, quem também compartilha de sua opinião é Daiana Kerolen Quarentei. ''É a segunda vez que eu faço rafting. Dá um pouquinho de medo, mas é uma delícia. A água leva a gente''.
Algumas dicas são importantes para a prática. Use calçados com solas de borracha (tênis ou sandálias tipo papete), dê preferência às roupas leves (shorts ou leggings de cotton e camiseta), leve uma muda de roupa extra e toalha, utilize protetor solar, repelente e não leve relógios ou jóias de valor.
Sem subestimar a força do rio, o rafting se mostra como uma excelente atividade desportiva, simples lazer ou até mesmo alternativa de turismo ecológico. É aventura para a família toda.


