Remo à direita! Remo à esquerda! Descanso! Todo mundo para dentro! Estes são alguns dos comandos que você vai ouvir durante um agitado passeio de rafting - descida em corredeiras de rios dentro de um resistente bote inflável. A aparência das cachoeiras formadas por pedras e rochas pode assustar um pouco os turistas mais sensíveis, mas após as instruções e um rápido treino em piscina natural, até mesmo as crianças e os estreantes da terceira idade irão curtir a adrenalina desse esporte inventado nas corredeiras dos rios Colorados e Mississipi, nos Estados Unidos.
O Estado do Paraná, com sua extensa e variada rede fluvial, oferece inúmeras opções de rafting - desde os rios da Serra do Mar, no litoral, até as corredeiras do interior, como as existentes no Rio Tibagi. Em comum, a perspectiva de desafiar o perigo, e o contato direto com a água dos rios, o vento e a natureza em estado bruto.
No litoral, o trajeto de rafting mais procurado fica no Rio Cachoeira, localizado na cidade histórica de Antonina. Em dias normais, a descida é realizada nos níveis 2 e 3 de dificuldade - considerados intermediários na escala de 1 a 6. Em épocas chuvosas, o nível de dificuldade passa para 4, passeio recomendado para os espíritos mais aventureiros.
Para a prática do rafting, é obrigatório o uso de equipamentos de segurança - capacete e colete salva-vidas -, além do acompanhamento de guias especializados. A reportagem da FOLHA fez uma descida no Rio Cachoeira, em dezembro, em pleno nível 4. O frio na barriga, que começa desde as primeiras instruções, ainda fora d'água, se transforma em excitação pura no trecho mais perigoso do trajeto, a queda do Cadeado. Nesse ponto, que compreende aproximadamente 200 metros de quedas d'água pequenas e médias, geralmente se ouve o comando: ''Todo mundo para dentro do bote!''.
Para acalmar um pouco os nervos, vale a pena prestar atenção nas dicas do guia e confiar no aparato de segurança - que inclui apoio terrestre nos locais mais turbulentos.

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