A idéia surgiu há um ano e meio atrás, quando o distribuidor de jornais, João Cláudio Plath, assistia a um documentário na TV sobre combustíveis alternativos. Com o auxílio de um professor universitário, ele que hoje cursa o último ano de Ciências Biológicas na Faculdade de Apucarana (Fap) conseguiu a fórmula para um novo combustível feito à base de gordura de frango.
A gordura é misturada com outros componentes, como o metanol, álcool e soda. O inventor explica que o preparo é simples e que em duas horas ele consegue deixar pronto cerca de 15 litros do combustível. ''Além de usá-lo no meu jipe usei também numa Van quando fui à praia. Quando acabou o preparo, fui até um posto de gasolina e abasteci com o diesel normalmente. Nunca deu nenhum problema no jipe. A diferença é que polui menos e o cheiro que é mais agradável'', comenta.
Plath ganha a gordura de um supermercado. O material sobra quando os frangos são assados na ''televisão de cachorro'', brinca o autônomo. Dentro de um balde grande, a gordura é batida, por cerca de 20 minutos, com uma furadeira adaptada. Depois disso, o inventor coloca a mistura ao sol para decantar. Segundo ele, o rendimento do combustível é igual ao do diesel.
Como a microempresa de Plath tem outros três carros, o autônomo obtém uma economia significativa. ''O jipe faz dez quilômetros por litro na cidade e 14 quilomêtros na estrada. O custo é de R$ 0,50 por litro. Se fizermos as contas, imagine o quanto eu já não economizei'', comenta.
Além de estar aprimorando sua invenção por meio do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Plath também já entrou com o pedido de patente do invento. Enquanto isso, o autônomo não para com as invenções. Dessa vez, ele está tentando finalizar um novo projeto: uma bicicleta elétrica.
Na auto-elétrica de um amigo, Plath já conseguiu fazer a bicicleta funcionar por meio de uma bateria que pode ser acionada quando um botão, que fica próximo ao guidão, é acionado. ''O bom é que a pessoa vai poder acionar o botão na subida, e na descida ela volta a pedalar. Assim que essa ficar pronta, quero fazer uma bicicleta movida à energia solar'', comenta.
Foi nessa mesma auto-elétrica que Plath levou um pequeno prejuízo por causa de seu invento. Ao deixar seu jipe, movido à gordura de frango, estacionado no estabelecimento do amigo, um cachorro não resistiu ao cheiro e comeu a porta do carro. ''É que escorre um pouco na hora de abastecer, então o cão não resistiu ao cheirinho de frango. Faz alguns dias que troquei a porta inteirinha'', conta sorrindo.

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