Independência financeira para uma autonomia completa - é o que defendem a professora Shirlei Mara Sombatti e a coordenadora pedagógica Edna Rangel, do Instituto dos Cegos. Para isso é necessário a profissionalização.
Elas contam que o instituto nasceu há 25 anos, mas só agora começa a tomar forma o ''sonho'' de capacitar os deficientes para o trabalho. No Instituto, os cegos tem orientações de mobilidade, para ir à escola, ao trabalho, ao local de lazer, sem precisar de outra pessoa. Aprendem as atividades básicas dentro de casa: coisas como arrumar uma gaveta, lavar uma louça, preparar a comida, pregar um botão. Também aprendem o braile e têm acesso a livros gravados. O Instituto prepara o cego para uma vida social.
Mas elas também querem mais. Tanto é que a busca dela agora é percorrer empresas da cidade avaliando que atividades os cegos podem exercer, e prepará-los para isso. ''Estamos fazendo visitas não para cobrar o cumprimento de cotas, mas para conscientizar as pessoas do potencial do deficiente visual. Estamos viabilizando treinamentos com o Sebrae, o Sesc e o Senai. Este ano estamos encontrando os caminhos'', afirma Shirlei. (C.P.)

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