Mais antiga do que a própria UFPR, a Escola Técnica vai se desvincular da universidade em 2009. Integrará o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, criado pelo MEC para expandir o ensino profissional no País. Ou seja: será uma autarquia federal, com autonomia e recursos vindos do PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação, o PAC da área.
Além da reitoria, instalada em Curitiba, o instituto terá outras seis unidades no Paraná: em Paranaguá, Umuarama, Paranavaí, Telêmaco Borba, Jacarezinho e Foz do Iguaçu. A criação de uma sede em Londrina também deve sair do papel em breve. Juntas, as escolas vão oferecer, até 2010, seis mil vagas em cursos presenciais a ser definidos com base nos Arranjos Produtivos Locais (conglomerados de empresas, centros tecnológicos e universidades).
Cada uma das unidades receberá, num primeiro momento, recursos da ordem de R$ 5 milhões, para a aquisição de equipamentos e a construção de salas de aula, laboratórios e quadras poliesportivas. Os municipíos contemplados também ganharão uma quantia, esta mensal, para pagar os salários de professores e técnicos-administrativos. O MEC já autorizou a seleção, via concurso, de candidatos em Paranaguá.
Com o projeto, o governo Federal pretende suprir uma carência que atrapalha o crescimento do país. Faltam 2 milhões de técnicos no Brasil, além de mais de 250 mil professores de Física, Química, Matemática e Biologia. Para atingir essa meta, o Instituto Federal contará com 353 unidades espalhadas por todas as regiões, que vão ofecerer 500 mil novas vagas em cursos presenciais e a distância de licenciatura e educação profissional e tecnológica. O orçamento total do programa até 2010 é de R$ 750 milhões. (O.G.)

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