Autoestima e geração de renda
Antes de se associar à Artest, Cirilo Landi conciliava aulas de história e joalheria com os trabalhos da Argenteria, uma indústria de fundição de prata com materiais alternativos. Landi viu suas finanças darem uma guinada. Foi um passo importante na minha carreira.
Ele que se dedica a desenhar e a montar os acessórios em prata com pedras preciosas, semipreciosas associados a materiais alternativos como madeira, chifre, ossos, entre outros. É um processo artesanal, só a fundição passa pela indústria. A colocação das pedras e o acabamento passam pelas minhas mãos, diz.
Arquiteta por formação, Jane Benutti foi sendo conquistada aos poucos pela modelagem de cerâmica. Há cinco anos passei a me dedicar exclusivamente às peças artesanais. Competimos com o mundo todo e fazer a diferença não é fácil, salienta. Segundo ela, a associação mostra os caminhos da informação ao indicar novos materiais e processos produtivos. Minhas peças já foram exportadas para a Alemanha e isso faz toda a diferença na vida de um artista, comenta.
Dionízio Panchoni não gosta de ser chamado de artesão ou de artista plástico e, sim de hobbista. Sou um contador e administrador que quando comecei a me aposentar resolvi dedicar mais tempo ao meu hobby: o de pesquisar a modalidade de marchetaria, conta. Ele reaproveita sobras de madeiras nobres da região, como peroba, canjarana, guajuvira, cedro e embuia. Por conta disso, duas de suas obras, que estavam expostas em Frankfurt (Alemanha), foram encomendadas por um Museu de Arte de Chicago (EUA).
Fiz 120 unidades de cada uma delas. A Artest me ajudou a visualizar uma nova forma de desenvolver meu trabalho. Hoje me preocupo com o design e as tendências internacionais, deixei de apenas fazer experiências com caixinhas de madeira. Evolui de um simples artesão para um artista, conta ele. (K.A.)





