A definição básica de consumismo é a do ato de consumir produtos e serviços, na maioria das vezes, sem a consciência exata sobre isso. O tema é sempre alvo de discussões em várias esferas, especialmente na propaganda e na publicidade, já que muitas das pessoas que precisam de ajuda profissional alegam ter sido induzidas a comprar de forma inconsequente. Fato é que todas as pessoas, especialmente as que vivem nos grandes centros urbanos, precisam comprar para suprir necessidades básicas para subsistência. No entanto, a parcela de consumidores ''desenfreados'' aumenta não só pelos casos de pessoas que procuram ajuda mas também pelos números do comércio, o que serve de alerta para os consumistas, não só os jovens e não apenas os que se consideram ''casuais''.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o número de endividados tem aumentado porque alguns itens ainda considerados novos no orçamento doméstico, como o telefone celular, afetam o comportamento financeiro de todas as famílias. ''O apelo de novos produtos que a tecnologia traz faz com que as famílias incorporem esses itens mesmo que a renda continue abaixo da inflação e assim o orçamento fica comprometido'', explica o supervisor técnico do Dieese-PR, Cid Cordeiro.
O serviço de proteção ao crédito Serasa também registrou no ano passado um aumento no número de cheques sem fundos. De acordo com números emitidos pelo Serasa, em 2006 a cada mil cheques compensados 20,7 foram devolvidos pela segunda vez. Uma alta de 9,5% sobre a média de 2005. Os dados não são específicos sobre faixa etária, mas é sabido que os jovens, principalmente os correntistas de contas universitárias, estão mais propensos a engordar essa estatística negativa.
Ou seja, consumir pode ser bom e muitos garantem estar no controle da situação, mas não custa olhar para os lados e ver exemplos de que pensar um pouco mais antes de gastar talvez seja mesmo a melhor opção na maioria das ocasiões. (C.Y.)

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