Aumenta trabalho dos batedores
A caixa com 500 maços de cigarro produzido no Paraguai é vendida a aproximadamente US$ 70 (algo em torno de R$ 140), o que dá o valor estimado de R$ 0,28 por maço. No Brasil, esse mesmo maço é comercializado por, no mínimo, cinco vezes mais.
A possibilidade de altos lucros e uma clientela garantida faz com que muita gente na área da fronteira se arrisque em fazer a travessia de caixas e caixas de cigarro paraguaio para o Brasil. Sem se identificar, um comerciante afirma que hoje não trabalha mais como cigarreiro embora tenha mensagens no celular com pedidos de clientes mas admite já ter transportado o produto de Guaíra até Terra Roxa.
A gente comprava a caixa por R$ 60 e vendia por R$ 120 há três anos. Hoje não compensa mais, porque a gente paga até R$ 250 e lucra uns R$ 60 só, fala. No entanto, ele é desmentido pela PRF, que sustenta que os contrabandistas ainda faturam alto.
O homem revela que conhece muita gente que trabalhou e ainda trabalha como cigarreiro, mas comenta que muitos estão parando, tanto por causa do aumento dos preços quanto pela maior repressão. Era tudo transportado por rodovias e os policiais não estavam nem aí. Hoje para tentar escapar da Polícia, a gente tem que usar estrada de terra e correr o risco de ser roubado, critica. Por isso, completa, as quadrilhas precisam cada vez mais dos batedores. (L.A.)





