O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já tem o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA-Rima), referente à implantação do gasoduto Mato Rico-Londrina, passando por 12 municípios do Vale do Ivaí. O estudo envolve uma minuciosa análise do relevo, composição geológica do sub-solo e todas as consequências de impacto ambiental que podem resultar da implantação do gasoduto, inclusive as de caráter social. O trabalho foi encomendado pela Compagas e concluído há 15 dias, sendo encaminhado para avaliação do IAP.
A próxima etapa do processo prevê o agendamento das audiências públicas em 12 municípios do Vale do Ivaí, por onde passará o gasoduto na região. O traçado elaborado pela Compagas acaba de ser conhecido e de imediato gerou a mobilização de empresários, vereadores, sindicalistas e representantes de outras entidades em Ivaiporã.
Na terça-feira à noite, em reunião promovida pelo Rotary Club de Ivaiporã, esteve presente o engenheiro Liberato Alvaro Massucci, responsável pela área de meio ambiente da Compagas, que falou sobre o projeto.
Liberato explicou que o fato de o gasoduto não passar próximo à área urbana de Ivaiporã não representa problema algum. ‘‘O gasoduto é uma linha mestra, depois, através de recalque e ramais de diâmetro inferior o gás pode chegar à cidade, se houverem indústrias interessadas nesta nova alternativa de energia’’. O duto passará a uma distância de 10 quilômetros da área urbana de Ivaiporã, no município de Arapuã.
De acordo com o mapa do traçado, obtido nesta semana por autoridades e empresários da região de Ivaiporã, o gasoduto irá partir de Mato Rico, onde será extraído de jazidas já descobertas, e parte em direção à região Norte. Em seu traçado o gasoduto cortará – no sentido Sul-Norte –, 14 municípipios (ver tabela).

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