Em 96, Cristie voltou do Japão e decidiu ligar para a diretora Tizuka Yamasaki, que pediu que lhe remetesse currículo e foto. A sorte começava a sorrir para Cristie: tempos depois Tizuka pediu para que a atriz fosse ao Rio. E mais: que ficasse como hóspede e, paralelamente, fizesse cursos de aperfeiçoamento. Entre os professores, a dramaturga corporal Maria Pia Scagnoglio, o diretor Walter Lima e, claro, a própria Tizuka.
Belo dia, alguém da Globo ligou para que fizesse testes. ‘‘Disseram que haviam indicado meu nome mas quem indicou pediu para não ser identificado. Até hoje eu não sei’’, lembra a atriz.
Fez o teste e foi aprovada. O primeiro papel, a namorada de José Wilker num dos episódios de ‘‘A Justiceira’’. Em seguida, veio a Mishiko, papel que disputou com outras sete candidatas. ‘‘Adorei o papel porque resgatei o que aprendi no Japão e pude colocar um pouco do que realmente sou’’, diz. Suas mais recentes participações na telinha foram em ‘‘Zazᒒ e em ‘‘Anjo Mau’’.
Até hoje, Cristie Miyamoto está cadastrada na Rede Globo. Pode ser chamada a qualquer momento para atuar. O cachê é compensador, segundo ela. Mas nos seus planos está também um programa infantil que pode ser apresentado na região. Mais detalhes por enquanto não são revelados. É aguardar para ver se a eterna Mishiko vem dar o ar da graça e do talento aqui por essas bandas. (A.M.J.)

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