Atraso atrapalha primeira peça do Fringe
A primeira peça do Festival de Curitiba, chamada "Do Alto do Seu Encanto", apresentada nas Ruínas São Francisco, atrasou 50 minutos. A culpa não foi da Companhia Sem Máscaras de Teatro, de São José dos Campos (SP). Eles estavam lá antes do horário de início da apresentação, às 10 horas. Os técnicos com os equipamentos necessários chegaram apenas 10h50, hora em que a peça deveria acabar.
Os estudantes da Escola Especial Forest Gump tiveram que voltar para casa sem ver a apresentação devido ao atraso. Além disso, algumas pessoas que haviam se programado para ver outras peças às 12 horas também não puderam ver a apresentação até o final.
Mas quem pôde conferir o espetáculo todo viu uma história que se passa em um mundo parelelo, mas não muito diferente do nosso. Um governante tropeça no rabo de um animal e ordena que todos os seres vivos que possuem rabo devem ser mortos. Quando os jovens completam 14 anos, uma mudança acontece no corpo. É quando nasce um rabo no corpo do protagonistaa Pixinguinha. A aventura se desenrola com muita música, circo e ação. A magia do espetáculo está nos atores carismáticos que utilizam de diversos elementos cênicos para interagir com o público.
O estudante de teatro Luan Machado foi um dos que conferiu a primeira atração do Festival. Com o programa do evento todo rabiscado, ele avisou que ontem iria assistir seis peças. "Ano passado vi 25 espetáculos. Este ano quero bater meu recorde". Ele dá preferência para ver as peças gratuitas e encaixa depois na programação as pagas. Até o dia 29, data do término do Festival, ele irá faltar nas aulas de natação, inglês e violão, tudo para acompanhar o trabalho dos artistas.
Machado não está sozinho nesta aventura de correr a cidade em busca de espetáculos. A jornalista de São Paulo Renata Bortoletto fica em Curitiba até amanhã. Ela pretente ver quatro peças por dia. "Gosto de drama mas ainda não comprei nenhum ingresso. Vou na sorte para ver o que consigo ver", explica. No albergue onde está hospedada ela fez amizade com a contadora Daniela Brito, de Campinas, que acompanhou Renata no primeiro dia da programação. (D.C.)





