Atrás do grande amor, londrinense se aventura
A londrinense Joana Rosa Pereira, 26 anos, deixou o Brasil em 2003, por um motivo pouco diferente da maioria dos emigrantes. ''Após dois anos de separação. Um dia meu ex-namorado me ligou e me convidou para ir para a Inglaterra encontrá-lo'', conta Joana. O coração não resistiu ao apelo do ex-namorado Vagner Arantes da Silva, também de 26 anos.
Em poucos dias Joana chegou a cidade de Peterborough, na Inglaterra, sem saber falar inglês. Mesmo assim, no dia seguinte após sua chegada ela começou a trabalhar em uma fábrica de comida enlatada e em uma fábrica de salada de frutas. A história da brasileira estava longe de um final feliz.
Passados dois meses o namorado Vagner Silva foi deportado pela polícia inglesa. ''Estava saindo de casa, quando eu e um amigo encontramos a polícia. Eles me mandaram parar e pediram os documentos'', naquele momento o brasileiro sabia que seria mandado de volta.
Joana continuou na Inglaterra e Silva, inconformado com a situação, tentou mais uma vez entrar no país. ''Fiquei no Brasil cerca de 20 dias, só para fazer um novo passaporte'', lembra. Porém, os oficiais da imigração britânica colocaram um ponto final na viagem. ''Eles estavam à minha espera com a minha ficha completa e me mandaram de volta, no mesmo dia para Paris''.
Silva ficou um mês na França. ''O dinheiro que eu tinha foi acabando e não conseguia emprego. Então, fui para Portugal'', conta. Em seguida, Joana deixou a Inglaterra e foi para Portugal, mais uma vez atrás de seu amor. ''Foi então que o sofrimento começou. O Vagner não conseguia emprego eu também estava desempregada'', relata Joana.
Hoje os dois brasileiros dividem a casa com um casal de Tamarana (62 km ao sul de Londrina) e um rapaz de Maringá, afirmam que a situação é bem melhor. Joana engravidou e há dois meses o casal teve sua primeira filha, Rafaela. ''Dá para viver melhor do que no Brasil'', afirma Joana.
Apesar do casal viver ilegalmente em Portugal, eles não pretendem voltar para o Brasil. ''Aqui posso dar uma educação melhor para a minha filha'' argumenta Joana. Há um ano, o marido dela trabalha em um barco e sonha com a possibilidade de regularizar a situação no país. ''Acho que está valendo a pena por conhecer lugares novos e fazer muitos amigos'', declara Silva.(C.R.)





