Atleta pede apoio, vira notícia e conquista medalhas
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Paulo Pegoraro 
O prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros, é leitor da Folha deste 1958, quando chegou ao Paraná, e mantém a fidelidade até hoje, testemunhando a contribuição dada pelo jornal às grandes questões dos municípios e do Estado e acompanhado a evolução do jornal. Segundo o prefeito, os fatos noticiados pela Folha conseguem grande repercussão, porque ela é reconhecida pela seriedade com que enfoca os assuntos.
Salazar Barreiros diz que a Folha faz parte da história do pioneirismo na comunicação social no Paraná. No caso de Cascavel, o prefeito enfatiza: Temos a Folha em alto conceito, porque está sempre voltada à notícia informativa e à análise dos fatos importantes.
A diversidade dos enfoques editorias em suas páginas fez a Folha mostrar ao Paraná o surgimento de um grande nome do esporte brasileiro, a princípio esquecido na cidade de Assis Chateaubriand (72 quilômetros ao norte de Cascavel). Trata-se do vendedor Olício dos Santos Filho, 54 anos, ex-piloto de automobilismo, que acaba de conquistar para o Brasil o título mundial de Halterofilismo, disputado na Argentina, na categoria Master 2, para atletas com idade entre 50 e 59 anos.
Há dois anos, ainda pouco conhecido, Olício procurou a Folha disposto a chamar a atenção do Paraná para o fato de haver em Assis Chateaubriand um atleta - ele próprio - humilde, mas obstinado, e que vai buscar conquistas na garra. Segundo o halterofilista, que treina praticamente sozinho, à noite, nas poucas horas de folga, a Folha poderia dar uma força - o que ocorreu - porque o jornal dá repercussão e é possível a gente até conseguir patrocinadores.
No final do ano passado, Olício conquistou Medalha de Ouro no Mundial Master, disputado na Hungria. Em outubro, obteve novamente a Medalha de Ouro, na Argentina, e estabeleceu o novo recorde mundial na modalidade terra - peso erguido do solo até a cintura -, com 303 quilos. O recorde anterior era de um sueco e era mantido desde 84. Na categoria supino - corpo deitado -, estabeleceu o novo recorde sulamericano, com 145 quilos. Somando-se a categoria agachamento, chegou ao total de 657,5 quilos, o que lhe valeu a medalha geral.
Olício superou em 50 quilos a soma geral de sua participação no Mundial anterior. Para o atleta, é importante um jornal como a Folha mostrar a capacidade de superação do ser humano, o que, segundo ele, serve como estímulo para quem lê nas páginas o que é possível uma pessoa conseguir, com dedicação e força de vontade.
O advogado e administrador Paulo Sciarra, 48 anos, de Cascavel, empreendedor do ramo imobiliário e gastronômico e incentivador de eventos culturais, diz que em sua família se estabelece a terceira geração de leitores da Folha. Paulo, irmão do secretário estadual Eduardo Sciarra (Indústria e Comércio), diz que aprendeu a gostar da Folha através do pai, Francisco Sciarra, já falecido, que foi leitor fiel desde o primeiro exemplar.
Paulo faz um relato histórico importante: a Folha chegava à capital paulista, três décadas atrás, em um Fusca da empresa, que na volta levava para Londrina o boletim da Bolsa de Valores (que balizava negócios em todas as regiões) para ser publicado, porque não havia transmissão por equipamentos.
Paulo Sciarra pegava seu exemplar diário em um distribuidor na Rua Comendador Araújo, e depois em uma banca na famosa esquina da Ipiranga e São João. O hábito de ler o jornal diariamente foi mantido com sua vinda para Cascavel. A filha Marina, 17 anos, representa agora a terceira geração de leitores da família Sciarra. Marina, universitária, afirma se interessar praticamente por todos os assuntos, mas em especial pela Folha da Sexta, suplemento que contempla bastante os interesses de jovens.


