Atividades intelectuais são indicadas para o compulsivo
Manter a distância do vício é um dos passos mais difíceis na recuperação de um jogador compulsivo. Exercícios físicos, socialização e atividades intelectuais são indicados por Tavares como alternativas que ajudam o viciado a passar pela fissura sem recaídas, além dos encontros do JA e psicoterapia, muitas vezes com o consumo de remédios.
O que o jogador precisa encontrar na fase de recuperação, diz ele, é um alívio rápido de suas ansiedades, com estímulo de qualidade. Não é trocar seis por meia dúzia (ou um vício por outro), mas buscar métodos saudáveis para compensar as emoções que sente. ''Se o paciente vive um desequilíbrio emocional com pseudo-soluções, conduzimos sua busca por outras soluções, não por um único substituto e sem proximidade com a dependência.''
Estudos feitos em grandes centros urbanos indicam uma média de 2% dos habitantes com o problema, além de mais 2% com propensão ao vício.
Ainda não existem estudos no Brasil, mas uma equipe do Amjo finaliza uma análise populacional da Grande São Paulo ainda neste ano. Se o índice se confirmar, isso significa que, de cerca de 17 milhões de habitantes, 340 mil são viciados em jogo e a mesma quantidade pode se tornar, se não tiver a devida atenção.
Outro agravante é o perfil social do viciado. Ao contrário do que se pensa, a maioria é do sexo masculino, casada, com filhos e em idade produtiva. Tavares acredita que o governo precisa tomar atitudes mais enérgicas para controlar o problema, que teria aumentado ''exponencialmente'' desde a legalização dos bingos. ''Dizer que o jogo é proibido no Brasil é falácia.''(AE)





