Com uma varidade grande de atividades, cada aluno identifica-se com um exercício diferente. Jeniffer de Lima Bellato, 10 anos, interpreta o palhaço Tartaruga e encantou-se com o trapézio. ''A gente sobe nele, faz um monte de coisa lá em cima'', conta. Já Luiz Otávio Santos Lima Marins, 10, está na oficina há um mês e gosta de treinar o equilíbrio sobre o rola-rola (tábua sobre o cilíndro). ''Antes eu não conseguia, agora estou conseguindo'', comemora.
O trabalho realizado pela Oficina é anunciado boca a boca e sempre há novos interessados. Luana Caroline Cortes Morais, 8, ficou sabendo da vaga na oficina de circo durante a aula de teatro. Depois viu uma apresentação da trupe em sua escola e ficou animada. Agora quer aprender a andar de monociclo. ''Estou treinando'', afirma. Já quanto às futuras apresentações na escola, ainda não se sente muito segura. ''Tenho vergonha de me apresentar lá'', confessa.
Mayara Batista da Silva, 11, diz que também sentiu vergonha quando se apresentou com o grupo na escola onde estuda. ''Foi muito emocionante. Fiquei com vergonha mas no final ficou tudo bem'', lembra.
Mais desinibido, o irmão de Mayara, Marlon, 9, ficou à vontade. ''Eu não fiquei com vergonha'', garante. Para a mãe deles, Juranice Batista da Silva, a participação na oficina ajuda a distrair os filhos. ''Gosto que eles venham, eles ficam felizes. Em casa ensaiam bastante, fazem para as outras crianças verem. Brigam menos e brincam mais'', observa a mãe, que ficou surpresa com o desempenho dos filhos em cena. ''A gente não imagina até onde eles podem chegar. Meu marido filmou, tenho tudo gravado lá em casa'', completa.
Segundo o professor Clesio Paes, muitos pais relatam mudanças no comportamento dos filhos por causa das aulas de circo. ''Tem pai que falou que a criança era envergonhada, não se desenvolvia na escola, e passou a se entrosar com o colegas. Outro que a criança era muito bagunceira, por qualquer coisa brigava, e mudou. Tem alguns que entram na oficina, não acompanham e acabam desistindo. Mas a participação aqui já ajuda eles'', explica.
O filho de Paes, Fabio Jean, 11, também é um dos integrantes da trupe. ''Esse desde que começou a andar já estava pendurado no trapézio'', conta o pai. Depois que Fabio apresentou-se como palhaço na escola, ninguém mais o chama pelo nome de batismo. ''Agora é só Pipoquinha'', conta o menino. (D.R.)

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