Se o setor imobiliário já aproveita as potencialidades da beira da represa, o mesmo não se pode dizer dos demais serviços voltados ao turista. Transporte coletivo deficitário, falta de informações específicas e rede de hotéis e restaurantes pouco desenvolvidas são alguns dos desconfortos que o turista tem que enfrentar para usufruir da região.
''A oferta em serviços e equipamentos de turismo ainda é deficitária em toda a região'', comenta o bacharel em turismo Maurício Tedeschi. Ele coordenou um inventário turístico na região paranaense da bacia encomendado pelo Consórcio Intermunicipal da Bacia Capivara (Cibacap).
O órgão engloba as 11 cidades paranaenses que fazem parte da costa da represa. Além de levantar potencialidade e problemas, o estudo também sugere projetos para alavancar o setor como calendários de eventos, programas de educação ambiental, implantação de centrais de atendimento ao turista, entre outros. Além de fazer o turista se deslocar às cidades, a idéia é que as pessoas também passem a consumir serviços nos municípios.
Segundo ele, além de Primeiro de Maio, Porecatu, Sertaneja e Alvorada do Sul são áreas de grande potencial com estruturas básicas já instaladas. As mesmas cidades aglutinam maior percentual de áreas alagadas. (A.S.)

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