Até os produtores mais tradicionais aderiram ao método
Cláudia Lopes
De Londrina
A família Baggio, de Cornélio Procópio, está colhendo sua 109ª safra de café ininterrupta desde que o imigrante italiano Salvatore Baggio conseguiu comprar um sítio em Araras (SP), em 1890. No Paraná, a família já colheu 53 safras. Temos tradição, orgulha-se o produtor Wilson Baggio, que tem 300 hectares de café no Norte do Estado. O café começou a ser plantado por seu avô e hoje é produzido por seus dois filhos.
Wilson Baggio adotou o modelo tecnológico de café adensado há cinco anos. O adensado exige uma mudança muito grande na estrutura da propriedade, da mentalidade do produtor até a forma de colheita, diz. Com este sistema, precisamos de muitos trabalhadores na colheita, que tem que ser feita em duas ou três vezes. Atualmente, 700 pessoas trabalham nas lavouras de café de Baggio.
A maior vantagem, apontada por ele, é a produtividade. Dos 300 hectares, 50% são de café adensado. Nesta safra, estou colhendo 40 sacas de 60 quilos de café beneficiado por hectare, calcula. A média nacional no sistema convencional é de 15 sacas por hectare.
O agricultor Gerson Terciotti é um entusiasta do sistema adensado. O café adensado mudou minha vida para melhor. Passei a ter mais lucratividade na lavoura, comemora. Produtor de café no distrito São Luiz, em Londrina, Terciotti está plantando o adensado há três anos. Estou satisfeito, embora seja pequena devido à pouca idade do café, observa.
Segundo ele, a principal vantagem do adensado é poder colher uma boa quantidade de sacas numa propriedade pequena. Terciotti cultiva 30 mil pés, sendo 25 mil no sistema adensado e cinco mil no tradicional. Já preparei a terra para plantar mais 15 mil pés de adensado, anuncia.





