Até com sacrifício direito à infância deve ser garantido
A sobrecarga de cursos é problema pequeno se comparada à situação das inúmeras crianças carentes que trabalham nas ruas de uma cidade como São Paulo. Felizmente, mesmo com sacrifício, há gente que garante aos filhos o direito à infância. A empregada doméstica Pedra Placido Romano, de 42 anos, conseguiu para a filha Maria Vitoria, de 9, uma vaga numa boa escola municipal no bairro onde trabalha. E a inscreveu nas oficinas do Projeto Aprendiz, localizado na mesma região.
Essa ONG tem como foco a educação comunitária, e oferece oficinas lúdicas, de artes e em outros segmentos. Desde os 4 anos, Maria Vitoria passa as manhãs no Aprendiz. ''Ela ocupa a cabeça, mas não deixa de ser criança porque aprende brincando'', explica Pedra. A filha adora o espaço e já passou por oficinas de faz-de-conta, circo, música, skate e rádio. Mas sua atividade favorita é brincar de boneca. ''Para ela, boneca é gente'', fala a mãe. Ou seja, a fantasia ainda está bem acesa na criança, ao mesmo tempo em que ela se prepara para o futuro. Sem atropelos.(A.E.)





