Montevidéu - A posição dos planetas fará de 2006 um ano economicamente bom para a América Latina, embora vá se agravar a tensão entre Estados Unidos e Venezuela, prevendo-se até secas e outros desastres ambientais na região, segundo os mais renomados astrólogos do continente.
''Se o ano de 2005 não foi bom para ninguém, sobre 2006 há um consenso geral de que vai ser um ano favorável porque termina em 6 e este é o número do coração, que tem a ver com carinho, afeto, com as emoções, com procurar a felicidade e encontrá-la'', antecipou a chilena María Luisa Valdovinos, astróloga e taróloga.
Além disso, acrescentou, a soma do 2 com o 6 é 8, número do infinito. ''Isso significa que haverá altos e baixos no próximo ano, mas estas descidas bruscas serão positivas porque será possível dar a volta por cima''.
Antonio Vázquez, considerado o ''bruxo maior'' do México, previu que 2006 será ''um bom ano economicamente, sobretudo em países como Argentina, Chile, Colômbia e Costa Rica''.
No entanto, as ''desordens'' que, segundo ele, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem causado, ''terão uma enorme repercussão na América do Sul''. Para Vázquez, a réplica destas desordens atingirá, entre outros, o próprio país de Chávez: o bruxo advertiu que virá ''uma forte reprimenda dos Estados Unidos contra a Venezuela''.
O astrólogo Boris Cristoff, nascido na Bulgária e naturalizado uruguaio, considerou que Chávez continuará no poder por mais seis anos e que uma crise no Chile pode levar à queda do presidente em 2006. Mais chocante ainda, Cristoff pressagiou para agosto um ''momento culminante no qual toda a atenção mundial'' se voltará para o Uruguai.
A argentina Ludovica Squirru, especializada em astrologia chinesa, aposta na unidade latino-americana. A Argentina ''conseguirá certa estabilização'' nos meses finais de 2006, ano em que o país ''como nunca buscará uma integração mais autência com os países fronteiriços''.
Isso se deve a que, à medida que Saturno avançar, deixará para trás sua ''influência algo nefasta em seu setor de ação social'' e as autoridades ''poderão ver mais claro o caminho rumo às soluções definitivas''.
Para Jannin Farías, vidente venezuelana radicada na Colômbia, ''o próximo ano é muito bom, já que estamos sob a influência do signo do cão no horóscopo chinês e as pessoas terão a oportunidade de crescer e agir com cautela''.
Mas, atenção, advertiu, ''o clima no mundo e, em particular, na Colômbia, seguirá louco''. ''A natureza está pedindo equilíbrio e nós não o estamos dando. Abusamos da bondade da natureza. Então, até as pessoas tomarem consciência, vamos continuar à mercê do clima e do que este trouxer consigo: catástrofes e todo este tipo de coisas'', acrescentou.
Neste aspecto, o mexicano Vázquez vaticinou que ''a seca afetará a Venezuela e a Colômbia''. E a astróloga chilena Nena Borrero antecipou ''epidemias e conflitos ecológicos''.
Como não há mal que não venha para bem, ''estes problemas sacudirão a consciência mundial sobre o cuidado do meio ambiente'', disse Borrero. Além disso, garantiu, a medicina descobrirá novas vacinas para doenças que até agora não tinham solução.

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