Astrologia não!
"Você está sozinho e de repente vê a Galáxia de Andromeda. Mas vai dividir isso com quem?", diz Marcelo Martins, do Nevoeiro, explicando a proliferação dos grupos independentes.
O investimento para começar a observar o céu não é pequeno. Um binóculo razoável custa cerca de R$ 200, enquanto uma luneta simples não sai por menos de R$ 800. Os astrônomos amadores, no entanto, recomendam que os interessados primeiro se envolvam com um grupo antes de comprar os equipamentos.
"A maioria das pessoas desiste porque compra um instrumento e não sabe o que fazer com ele. Um telescópio não é uma torradeira", ironiza Reginaldo. Ele ainda conta que alguns integrantes do Nevoeiro não têm sequer um binóculo, porém participam com frequência das saídas de campo.
Com ou sem equipamento, os novatos só não podem cometer a gafe de confundir Astronomia com Astrologia (ainda que as duas correntes tenham nascido juntas). "Isso é o que mais incomoda os astrônomos", admite Amauri, do Planetário do Colégio Estadual. "Mas, como gente de ciência, não podemos dizer que a Astrologia não tem fundamento".
Outro engano comum é associar a Astronomia à Ufologia. "A população que mais observa o céu é a dos astrônomos. E ninguém nunca viu um Ovni. Esse é o maior argumento contra a Ufologia", afirma o professor Bertholdo - sem descartar, é claro, a existência de vida extraterrestre. (O.G.)





