Associação Médica, 60 anos de Londrina
Ao completar sessenta anos, a Associação Médica de Londrina comemora a data reunindo muito mais do que seus ----800 associados. Desde 18 de outubro de 1941, quando profissionais da saúde liderados por médicos da cidade fundaram a Sociedade de Médicos, Dentistas e Farmacêuticos de Londrina, a entidade vem ajudando a construir a história da medicina da cidade que, daqui a dois meses, completa uns poucos anos mais: sessenta e cinco anos da data emancipação.
De um ideal médico e do espírito empreendedor inerente aos seus presidentes, conselheiros e associados, nasceu o curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL); foi conseguida a doação do terreno onde hoje está instalado o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR); foi formada a cooperativa médica, a Unimed, como instrumento de amparo legal ao trabalho do profissional médico; e fornecido todo o suporte e apoio técnico para que o então prefeito Hugo Cabral instalasse o Hospital de Tuberculose, num sítio na zona leste da cidade, e iniciasse ali também a história do hospital que é modelo e referência em todo o Norte do Paraná, o Hospital Universitário.
As lembranças são enumeradas pelo atual presidente da Associação Médica de Londrina, Pedro Garcia Lopes, enfatizando que ao longo destes anos a entidade ajudou a construir boa parte da história do município e somar pontos junto à sociedade londrinense, não só pelas lutas e conquistas para a classe médica, mas principalmente pelas muitas ações voltadas em beneficío direto, ou indireto, de toda a comunidade.
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Privilegiado pela responsabilidade de comandar a entidade no ano em que ela completa 60 anos - ''É assim que me sinto'', diz o neuro-cirurgião que está à frente da AML pela segunda gestão consecutiva. ''A nossa associação nasceu com Londrina e esteve presente nas principais lutas políticas e sociais da cidade'', sintetiza Pedro Garcia Lopes.
Tendo como lema a luta constante pela valorização profissional, a entidade inclui como um dos instrumentos de seu trabalho, a programação de cursos, simpósios, seminários e congressos para a atualização continuada de seus associados. ''Ao longo destes últimos três anos incrementamos a grade da programação científica dirigida à reciclagem, com a realização de uma média de seis eventos por mês, e ampliamos nossa participação junto as entidades maiores, como a Associação Médica do Paraná e a Brasileira. Além disso, continuamos nossa luta constante contra as medidas abusivas impostas aos médicos pelos planos de saúde, em defesa da dignidade profissional'', conta o presidente ressaltando que om relação às políticas de saúde, uma grande conquista da AML foi a cadeira definitiva no Conselho Municipal de Saúde de Londrina - ''Agora, podemos defender a categoria no que diz respeito às diretrizes da saúde pública''.
A frente da AML pela segunda gestão consecutiva, Garcia Lopes acredita que uma das suas grandes conquistas foi ampliar a atuação da entidade. ''Antes, as atividades limitavam-se ao campo científico. Na minha gestão, incrementamos essa área e buscamos aumentar os eventos culturais e sociais'', afirma.
Apesar da abertura, ele garante que a programação científica está mais ativa do que nunca. ''Realizamos uma média de seis eventos por mês'', diz. Até novembro, a AML totalizará a promoção de seis jornadas e congressos estaduais durante o ano. ''É um número expressivo'', opina. Graças ao empenho de Pedro, auxiliado por toda a diretoria, os departamentos de especialidades podem convidar grandes especialistas brasileiros para promoverem a atualização dos médicos de Londrina e região. ''Como temos um grupo fixo de patrocinadores, todas as despesas são bancadas pela AML'', salienta, lembrando que os associados em dia com as mensalidades podem participar dos eventos gratuitamente.
Formado em 1967, Pedro Garcia Lopes enxerga mudanças positivas e negativas na medicina. As novidades boas são as novas tecnologias, que permitem diagnósticos precoces e adoção de tratamentos mais efetivos, proporcionando aumento significativo na expectativa de vida média do brasileiro. Os aspectos negativos dizem respeito à transformação da medicina em um processo mecânico e pouco humanizado. ''Isso está acontecendo por causa da mercantilização da profissão, via planos de saúde, além da má remuneração, que impede os médicos de atenderem com mais tempo'', comenta.
O agrupamento de temas e especialidades para aprofundamento de discussões e a promoção da atualização de informação sobre as novidades tecnológicas da ciência médica, será realizada através da intensificação na programação das jornadas científicas. Além da participação já rotineira dos mais de 30 departamentos da associação, a diretoria promoverá também o encontro entre as unidades de apoio científico dos hospitais da cidade, para que seja montada uma agenda única de eventos dirigidos a médicos, residentes, estudantes e demais profissionais da saúde, facilitando não só o acesso a novas informações, em um único local e período, como também o ganho de tempo dos interessados em participar, sempre.
Ainda em pauta, a criação de uma biblioteca indexada com o maior número possível de títulos específicos para a área da saúde e à disposição da comunidade médica e leiga; a retomada do projeto de resgate da história da medicina em Londrina (já formatado e com arquivo, mas que agora recebe patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura); e a expansão do site www.medicina-internet.com.br, para estreitar ainda mais os canais de comunicação entre o médico, laboratório e clínicas especializadas e seus pacientes.





