Curitiba - O Paraná aparece em pelo menos cinco itens com resultados acima da média em uma Pesquisa sobre Qualificação, Trabalho e Qualidade de Vida do Médico, realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2002, junto a médicos de todo Brasil. Entre os dados, o Estado se destaca pela avaliação feita pelos profissionais sobre a saúde pública. Segundo os médicos, o Paraná é o estado onde a assistência materno-infantil tem as condições mais adequadas do País. A pesquisa também coloca o Estado como o segundo em melhores condições de atendimento às emergências e urgências.
De maneira geral, os médicos têm uma percepção negativa das condições de saúde da população. Essa opinião, no entanto, varia em função do local onde o profissional exerce suas funções. Os profissionais da Bahia (72,1%), Maranhão (71,6%) e Pernambuco (67%) foram os que mais consideraram as condições inadequadas em seus estados. Na outra ponta, o Paraná, assim como os outros dois estados da Região Sul, tiveram as melhores avaliações. Em Santa Catarina só 19,3% consideraram inadequadas, no Rio Grande do Sul, 26,9% e no Paraná 27,5%.
Ainda na avaliação da saúde pública, o atendimento às emergências foi considerado mais inadequado na Bahia (80,4%), Rondônia (77,5%) e Maranhão (71,1%). O Amazonas ficou em primeiro lugar nesse ponto. Só 24,2% disseram que o estado atende precariamente. Em seguida vem o Paraná, onde 33,6% responderam que o atendimento não é adequado e Paraíba (34,2%). O único item em que o Estado detém o primeiro lugar, na opinião dos médicos, é em assistência materno-infantil. Só 16,3% disseram considerar esse atendimento inadequado. Os outros dois estados bem colocados são Santa Catarina, com 16,6% de avaliação negativa e Rio Grande do Sul, com 17,2%. Por outro lado, a Bahia novamente foi apontada como tendo as piores condições por 68,5% dos entrevistados. Em seguida vem os estados de Alagoas (55,6%) e Rondônia (53,9%).
Sobre o perfil dos profissionais, em geral o Paraná também se destaca como o segundo estado com maior número de médicos com menos de 45 anos de idade: 72,5% estão nesta faixa etária. Os médicos do Paraná aparecem também entre os que mais participaram de congressos científicos na área nos dois anos anteriores à pesquisa: 89,5% afirmaram ter participado.

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