O aumento de assaltos a ônibus urbanos em Londrina assustou motoristas e cobradores das empresas que operam na cidade Transporte Coletivo Grande de Londrina (TCGL), Francovig e TIL. Foram mais de 400 só neste ano, três vezes mais que no ano passado. A violência de um desses assaltos, em novembro, quando o motorista levou dois tiros, fez levou a categoria a se organizar para chamar a atenção das autoridades locais e estaduais para o problema.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Londrina, João Batista Silva, a primeira reação de motoristas e cobradores foi fazer uma paralisação, mas acabaram optando por um abaixo-assinado. Foram recolhidas mais de mil assinaturas. O abaixo-assinado com mais de mil foi encaminhado ao governo de Estado e aos comandos das polícias Militar e Civil de Londrina, no início desse mês.
Silva afirma que a polícia tem feito o possível, mas a falta de pessoal prejudica a prevenção. ''Agora no verão a situação se agrava porque policiais são destacados para trabalhar no litoral'', afirma. ''Queremos que o governo do Estadual preste atenção na situação que estamos vivendo''.
Os assaltos não são bem vistos nem mesmo pelos traficantes dos bairros carentes servidos pelo sistema de transporte coletivo. Os usuários e traficantes ouvidos pela Folha reprovam este tipo de ação.
Para eles, os assaltos dentro dos ônibus amedrontam os moradores do bairro e chamam a atenção da polícia. ''É a maneira mais fácil e rápida deles conseguirem dinheiro para consumir crack. É um ato de desespero, de viciado mesmo'', explica um ex-traficante do União da Vitória.

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