Às vezes o papai noel chega e eu não
Não há nada tão certo e tão distante como uma noite de Natal da outra. O mesmo pode ser dito da virada do ano. Perder uma das datas trabalhando pode ser comparado ao momento em que o despertador toca, toda manhã. Mesmo acostumados e encontrando sentido no fato de se estar longe de quem se ama, nossas personagens não são imunes à tristeza de passar ausentes as festas de final de ano. Entre Natal e Réveillon, dizem que a distância na data que celebra o nascimento do Cristo é a mais dura.
"O mais difícil é que não posso preparar a ceia da minha própria família", lamenta o chefe Gildo de Paula, que sempre passa o Natal cozinhando para outras famílias. "Ninguém me liga mais à meia-noite para dar Feliz Natal, pois já sabem que eu não vou atender. Essa é a hora de mais correria", diz.
Já na casa do médico Luiz Fernando Kubrusly, a ausência do pai e do marido já se tornou brincadeira. "Lá em casa, dizem que no Natal há sempre duas pessoas que nunca sabem se vão chegar: eu ou o papai noel. Às vezes o papai noel chega e eu não", conta Kubrusly, rindo.
"Às vezes nos ressentimos de deixar os familiares durante o Natal", diz o major Antônio Zanatta. Mas, de acordo com ele, o momento de confraternização perdido acaba por reverter seu sentido e deixar a família um pouco mais feliz. "Meus filhos têm orgulho de saber que o pai está cuidando da segurança de outras pessoas", diz, também orgulhoso. (T.A.)





