O Comitê Paranaense para a Rio+20, responsável pela sistematização das propostas que o Estado vai levar à Conferência que começa em poucos dias, no Rio de Janeiro, finalizou seu relatório com a definição de cinco eixos básicos: desenvolvimento sustentável, emissão de poluentes, biodiversidade, corpos hídricos e educação ambiental.
As propostas resultaram de uma mobilização iniciada em abril, com a realização de 11 reuniões regionais e participação de aproximadamente mil pessoas, entre representantes de Ongs ambientalistas, poder público, sindicatos patronais e de trabalhadores e instituições de ensino. O texto final indica uma grande preocupação com as repercussões ambientais do crescimento econômico. De acordo com o documento, o desenvolvimento sustentável passa pela harmonização da economia com a qualidade de vida da sociedade e preservação ambiental.
O Comitê também demonstrou preocupação com o Mercado de Crédito de Carbono. Em sua avaliação, é um sistema que permite a grandes corporações de países ricos continuarem poluindo em detrimento da biodiversidade das nações pobres e em desenvolvimento. Para mudar isso, é necessário colocar prazos e penalidades mais rígidas para os poluidores.
A novidade na área de corpos hídricos foi a condenação às Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Apesar de serem vistas como mais sustentáveis que as grandes hidrelétricas, o documento aponta que em algumas regiões, as PCHs não são usufruídas pela coletividade - mas apenas por seus proprietários.
O quinto eixo trata de ações para fortalecer a Educação Ambiental. O comitê cobra, em nível estadual, a aprovação da Política de Educação Ambiental do Paraná, cujo projeto foi finalizado há dois anos e encontra-se parado na Procuradoria Geral do Estado para análise jurídica.

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