Em um batalhão de pelo menos mil homens, elas são apenas 25. Um número muito pequeno, segundo Maria de Lourdes Silvério, mais conhecida como a Capitão Lourdes pelos corredores e galpões do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) de Curitiba. Na carreira desde 1982, quando ingressou no Controle de Tráfego Aéreo (CTA), do ITA, em São Paulo, ela hoje ocupa um cargo de dar inveja a muitos de seus companheiros, controlando toda a rede administrativa pelos microcomputadores. Difícil? ‘‘Não’’, garante Maria de Lourdes. ‘‘Mas não muito comum para uma mulher. É uma área muito específica’’.
Segundo a capitão, o mais difícil mesmo é conseguir o respeito dos colegas, coisa que ela só alcançou depois de muito tempo de trabalho. ‘‘É uma coisa difícil de responder’’, diz ela. ‘‘Eu, por exemplo, não sofro preconceito e nem discriminação por ser mulher. Mas acho que é por causa do tempo que estou na carreira. Mas não posso negar que outras companheiras já reclamaram sobre isso’’.
Ney de Souza‘‘Com os homens, a convivência é mais fácil’’, diz a engenheira Khátia Andrade de OliveiraDetalhes ela prefere não comentar, mas também se diz realizada com o trabalho que escolheu ‘por acaso’. ‘‘Eu estava terminando a faculdade e precisava de um estágio’’, lembra a capitão. ‘‘Vi o edital do concurso para o ITA, que até então eu achava que era só para homens, e resolvi fazer as provas. Fiz e entrei. Não me arrependo da escolha. Ainda mais porque foi lá, no CTA, que conheci o meu marido com quem tenho uma filha de 9 anos’’.Marcos NegriniEngenheira Marcela Meneguetti: projeto de cobertura multiviga premiado e reconhecido internacionalmenteVivian de Albuquerque

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