O ANO
As melhores (e piores) frases de 1999



JANEIRO




‘‘Não fui eleito para ser o gerente da crise’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu discurso de posse)
‘‘Há um caráter até lírico em alguns mendigos e despossuídos, que os torna semelhantes ao Carlitos e todos os personagens típicos’’.
(Do ministro dos Esportes e Turismo, Rafael Greca)
‘‘Em Alagoas não fazem filme de bang-bang. Têm dificuldade para achar o mocinho’’.
(Do deputado federal Marcelo Déda-PT, sobre o assassinato da deputada Ceci Cunha)
‘‘O Itamar é um governador com os pés no chão. Com os quatro’’.
(Do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, sobre a moratória da dívida com a União declarada pelo governador de Minas, Itamar Franco)
‘‘O Brasil é hoje como um time que precisa vencer dez partidas, sem nenhuma perda, para ganhar o campeonato’’.
(Do administrador de fundos do Lloyds Asset Management, Marcelo Guterman, sobre a crise brasileira)
‘‘Os investidores querem saber agora quantos Itamares Francos há no Brasil’’.
(Do economista-chefe da Merril Lynch, Eduardo Cabrera, sobre a moratória mineira)
‘‘Fecharam a porta do purgatório. Agora vai ser o céu ou o inferno’’.
(Do deputado federal Antônio Kandir (PSDB-SP), sobre a desvalorização do real)
‘‘É como tirar um dente. Você sabe que dói, adia o quanto pode e, depois de feito, diz: é só isso?’’
(De Carlos Fagundes, dirigente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais e Múltiplos, sobre a liberação do câmbio)
‘‘Esse rapazinho que estava no Banco Central era uma fantasia, não enxergava a realidade’’.
(Do economista Celso Furtado, sobre o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco)
‘‘Itamar pode parecer tolo, pode falar como tolo, agir como tolo, mas é bom que todos saibam: ele é um tolo’’.
(Do ator e diretor de teatro Cacá Rosset sobre o governador de Minas Gerais, Itamar Franco)
‘‘Morte aos especuladores’’.
(Do presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, ao ser informado que o a cotação do dólar havia chegado a R$ 1 95)
‘‘Os frangos vão ter de se acostumar a comer ração nacional’’.
(Do porta-voz da presidência, Sérgio Amaral, comentando o reajuste do preço do frango, supostamente provocado pelo aumento da ração, importada e portanto cotada em dólar)






FEVEREIRO




‘‘O Brasil devia mudar o nome de sua moeda para real.com’’.
(Do secretário do Tesouro dos Estados Unidos Lawrence Summers, ironizando a desvalorização do real)
‘‘Estou feliz. Hoje o Brasil tem novo ministro da Fazenda, o Mister Stanley, e um novo presidente do Banco Central o doutor Soros, o megainvestidor. Será mais fácil para Minas renegociar. A gente vai ter de melhorar só um pouquinho o inglês mas vai ficar mais fácil’’.
(Do governador Itamar Franco (MG), ironizando a presença de Stanley Fischer, do FMI, no País, e a escolha de Armínio Fraga para a presidência do BC)
‘‘Colocaram a raposa pra tomar conta do galinheiro?’’
(Da economista Maria Conceição Tavares, ao saber da indicação de Armínio Fraga, ex-administrador de fundos do megaespeculador George Soros, para a presidência do Banco Central)
‘‘É o diabo do mercado. Agora o diabo muda de camisa. Se Deus já é brasileiro, imagine agora que o diabo também está do nosso lado’’.
(Do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), sobre Armínio Fraga, indicado para a presidência do Banco Central)
‘‘Estou comprando ações no Brasil como um porco-espinho faz amor’’.
(Do megaespeculador norte-americano Mark Mobius, sobre os cuidados que vêm tomando para investir nas bolsas brasileiras depois da crise)
‘‘Estamos vivendo a ditadura de uma fábrica de gênios. É uma modalidade estranha de genialidade, pois vai da onipotência à irrelevância’’.
(Do deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), sobre os presidentes do Banco Central)
‘‘O Rio de Janeiro é muito menos violento que o paraíso. Temos seis milhões de habitantes e há 6.000 homicídios por ano. No paraíso, havia quatro habitantes. Quando Caim matou Abel, o índice de homicídios chegou a 25% da população’’.
(Do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Siqueira da Silva, argumentando que o Rio não é uma cidade tão violenta)
‘‘Ou eles querem uma índia velha com tranças ou uma mulher muito gostosa’’.
(Da atriz Fernanda Montenegro, explicando porque não se enxaixa no modelo de atriz latino-americana que faz sucesso em Hollywood)
‘‘Só se eu degolar aposentados e matar funcionários públicos’’.
(Do prefeito de Recife, Roberto Magalhães (PFL), sobre as dificuldades para fazer cortes no orçamento)






MARÇO




‘‘Eu não acho sexo oral uma vulgaridade. Há pessoas que gostam de pizza no café da manhã; outras preferem pudim’’.
(Da ex-estagiária da Casa Bramca Monica Lewinsky, em sua primeira entrevista após a absolvição do presidente norte-americano Bill Clinton pelo Senado)
‘‘Tá vendo aquele coronel? Igual a ele temos 42.000 outros PMs. E se não tiver dinheiro para o salário deles? Estaremos todos presos’’
(Do governador de Minas gerais, Itamar Franco, para o presidente da OAB, Reginaldo de Castro, sobre onde terminará seu impasse com o presidente Fernando Henrique Cardoso)
‘‘Os conservadores podem dormir tranquilos, enquanto existir carnaval não haverá nenhuma revolução social no Brasil. E serão fúteis todos os planos para controlar a libido dessa sociedade’’.
(Do escritor peruano Mario Vargas Llosa, em artigo publicado pelo jornal espanhol ‘‘El País’’)
‘‘Tanto o Brasil quanto as mulheres passam facilmente da euforia à depressão’’.
(Do secretário nacional dos Direitos Humanos, José Gregori)
‘‘Se o senhor está demonstrando dificuldades em suceder a si mesmo, imagine nós, sucedendo os outros’’.
(Do governador do Acre, Jorge Viana (PT), em conversa com o presidente Fernando Henrique Cardoso)
‘‘Ele despe a mulher com os olhos. Bem devagar, subindo do dedo do pé à cabeça, descendo até o pé novamente. É um olhar intenso. O sorriso some. A energia sexual dele aparece nos olhos é muito animalesco’’.
(Da ex-estagiária da Casa Branca Mônica Lewinsky, descrevendo como o presidente americano Bill Clinton demonstra o interesse por uma mulher)
‘‘Fernando Henrique pode estar no pior momento de sua popularidade e no seu melhor momento na presidência’’.
(Do deputado federal Delfim Netto (PPB), sobre a queda na popularidade do presidente da República, em função das medidas adotadas na área econômica)
‘‘A Justiça do Trabalho é uma excrescência do Estado fascista e sobrevive pela inércia estatal’’.
(Do senador Antônio Carlos magalhâes (PFL-BA), seobre a CPI do Judiciário)
‘‘A família do ministro Pazzianotto tem uma vocação genética para a Justiça trabalhista’’.
(Do presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, sobre os seis parentes do ministro do TST, Almir Pazzianotto, todos concursados, que trabalham na Justiça do Trabalho)
‘‘O Brasil tem dois lixos tóxicos paraguaios:Raúl Cubas e Alfredo Stroesnner’’.
(Do ativista de direitos humanos paraguaio Martín Almada)
‘‘ACM não tem moral para propor a CPI do Judiciário porque tem o dedo sujo’’.
(Do ex-candidato do PPS à presidência da República, Ciro Gomes, sobre a proposta do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA)
‘‘O que eu não consigo entender é como um desempregado tem a vida boa que ele tem’’.
(De Antônio Carlos Magalhães, em resposta a Ciro Gomes)




ABRIL




‘‘Os sérvios não vêem o ataque da Otan como uma briga com o governo. Vêem como um ataque às suas casas, às suas crianças’’.
(De Danijela Bugonovic, jornalista iugoslava, sobre o conflito no Kosovo)
‘‘Esta obsessão de parar de trabalhar, a uma certa idade faz é criar problemas para a Previdência, que já são desagradáveis por causa dos aspectos financeiros’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre o déficit da Previdência)
‘‘Hoje eu estudaria biologia molecular. A economia é apenas a arte de alcançar a miséria com o auxílio da estatística’’.
(Do economista e ex-ministro Roberto Campos, argumentando porque seguiria outra carreira)
‘‘Eles não podem governar o País com o fígado, nem com o ressentimento’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, referindo-se ao governador de Minas Gerais, Itamar Franco)
‘‘Ele lançou a bomba com boa-f钒.
(Do porta-voz da Otan, Jamie Shea, sobre o piloto que lançou, por engano, mísseis contra um comboio de kosovares na Iugoslávia)
‘‘Não opino sobre os dogmas da Igreja e acho oportuno que ela não opine sobre a economia’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre críticas da Igreja Católica à política econômica)
‘‘Digo a vocês, mas nunca em público: do jeito que vai, o Mercosul não serve para nada’’.
(Do ministro da Economia da Argentina, Roque Fernández, em encontro com empresários de seu país)
‘‘Eu nunca fui ateu’’.
(Do presidente Fernando Henrique cardoso, na catedral da cidade portuguesa de Évora)
‘‘O fato de os albaneses terem se reproduzido tão rápido não lhes dá o direito de separar uma parte de nossa pátria’’.
(Do presidente da Iugoslávia, Slobodan Milosevic, sobre o conflito do Kosovo)
‘‘Alguém vai ter que mudar de banco. Vai pular para o banco dos réus’’.
(Do ministro da Justiça, Renan Calheiros, sobre a CPI do sistema financeiro)
‘‘Teje preso’’
(Da senadora Heloisa Helena (PT-AL), para o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes em sessão da CPI dos Bancos na qual Lopes foi detido por se recusar a ssinar um termo de compromisso de só dizer a verdade)
‘‘Quem não tem cão caça com gato’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, explicando a indicação de Francisco Lopes para a presidência do Banco Central em janeiro)
‘‘Aquilo foi um Proer sem lei, sem garantia, sem bloqueio de bens. Foi uma doação. Só um interlocutor de Deus poderia fazê-lo’’.
(Do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), sobre o socorro do Banco Central ao Banco Marka)




MAIO




‘‘O Banco Central precisa urgentemente ser estatizado’’
(Do deputado federal Delfim Netto (PPB-SP), sobre a CPI que apura a venda de dólares em condições favorecidas, pelo Banco Central, para os bancos Marka e FonteCindam)
‘‘Querido, veja este público maravilhoso que gosta tanto de voc꒒.
(Da apresentadora Hebe Camargo para o tenor italiano Andrea Bocelli, que é cego)
‘‘Essa conta não é problema meu. É problema do governo, da equipe econômica’’.
(Do banqueiro Salvatore Cacciola, em depoimento à CPI dos Bancos, sobre a ajuda dado pelo Banco Central ao Marka, de sua propriedade)
‘‘As armas nucleares são a única maneira de manter a paz’’.
(Do primeiro-ministro da Índia, Atla Behari Vajpayee, em discurso de sua campanha para a reeleição)
‘‘I’m not Pedro Malan’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, respondendo a uma pergunta sobre a CPI dos Bancos em Nova York)
‘‘Vá com tudo. Guerra implica baixas’’.
(Do general americano Colin Powell, que comandou as forças dos EUA na Guerra do Golfo, sugerindo à Otan que usa tropas terrestres no Kosovo)
‘‘O Pedro Malan é um babaca que está sendo enganado’’.
(Do ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, para André Lara Resende, ex-presidente do BNDES, em telefonema grampeado à época em que estavam no exercício dos cargos)
‘‘Na cadeia, pintei as paredes, varro o pátio todos os dias, sirvo o café, almoço e jantar para todos os detentos e dou conselhos, porque sou o mais velho’’.
(Do vereador Vicente Viscome (sem partido), envolvido na máfia dos fiscais da Prefeitura de São Paulo, sobre sua rotina na cadeia)
‘‘Vou defender o direito dos encarcerados. As condições da cadeia estão péssimas’’.
(Do vereador Vicente Viscome)




JUNHO




‘‘O Serra pega no pé de todo mundo. Pois agora vou pegar no pé dele. E com o despertador. Chega de dormir até o meio-dia!.
(Do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), sobre o ministro da Saúde, José Serra, que, dizem os amigos, tem o hábito de acordar tarde)
‘‘Não dá um partido, mas é uma boa dupla para jogo de truco’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a aproximação política entre o governador de Minas, Itamar Franco, e o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia)
‘‘São Paulo é a cidade mais corrupa do País’’.
(Do vice-prefeito de São Paulo, Régis de Oliveira, em discussão com o prefeito Celso Pitta)
‘‘Daqui para a frente, não vou aturar ser chamado de argentino nem de surpresa’’.
(Do tenista Fernando Melligeni, naturalizado brasileiro, ao chegar às semifinais do Torneio de Rolland Garros)
‘‘É nisso que dá torturar e não matar’’.
(Do deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ), sobre o ex-padre José Monteiro, que acusou o novo diretor-geral da Polícia Federal, João Batista Campelo, de ter participado de sessões de tortura)
‘‘Isto não é direito nem ciência. É ficção científica alucinada’’.
(Do ministro da Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Bresser Pereira, criticando decisão judicial que exige estudo de impacto ambiental para liberar o plantio e comercialização da soja transgênica)




JULHO




‘‘Ele é sujo que só pau de galinheiro’’.
(Do ex-governador do Ceará Ciro Gomes sobre o senador Antônio Carlos Magalhães)
‘‘Ele é o próprio galinheiro, é a galinha inservível da política nacional’’.
(De Antônio Carlos Magalhães, respondendo a Ciro Gomes’’.
‘‘Quando quiser um filho, é só buscar na geladeira’’.
(Do cantor sertanejo Luciano, que faz dupla com Zezé Di Camargo, depois de se submeter a uma vasectomia e congelar o seu sêmen)
‘‘Receber recursos para fechar uma fábrica é o fim da picada’’.
(Do governador de São Paulo, Mario Covas, sobre os benefícios dados à Ford para se instalar na Bahia e a intenção da empresa de fechar uma fábrica em São Paulo)
‘‘O PT finge ser um partido que tem um candidato a presidente, que é o Lula. E o Lula finge que tem nas mãos um partido’’.
(Do cientista político Bolivar Lamounier, sobre o Partido dos Trabalhadores)




AGOSTO




‘‘A falha é individual do conjunto’’.
(Explicação do técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, para a derrota para o México na decisão da Copa das Confederações)
‘‘Gostaria de perguntar ao meu querido amigo ministro Pedro Malan se, em cinco anos de governo, ele recebeu um só pobre em seu gabinete’’.
(Do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), ao apresentar seu projeto de erradicação da pobreza, que aumenta vários impostos para criação de um fundo)
‘‘Sou pago para beijar a Michelle Pfeifer. Nada mau’’.
(Do ator Kevin Kline, que faz um par romântico com a atriz no filme ‘‘Sonhos de uma Noite de Verão’’)
‘‘Não queremos os dedos da elite rica, só alguns aneizinhos’’.
(Do líder do PT na Câmara dos Deputados, José Genoíno, sobre o imposto de combate à pobreza porposto por Antônio Carlos Magalhães)
‘‘Eu não podia deixar de prestigiar o maior homem da história de Santa Catarina: a Anita Garibaldi’’.
(Do governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, no lançamento do livro do jornalista Paulo Markun, sobre a vida de Anita)
‘‘Eu fico imaginando quantas adolescentes não se influenciaram pela produção independente da Xuxa com a Sasha’’.
(Do ministro da Saúde, José Serra, condenando o fato de a apresentadora de TV não ser casada)
‘‘Olha, eu não me casei, viu? Mas eu tenho condições de criar e educar a minha filha, o que não acontece com a maioria do nosso povo. Sabe por quê? Porque ele é vítima de políticos que preferem dar entrevistas de impacto em vez de tomar decisões que melhorem a vida das pessoas’’.
(Da apresentadora Xuxa, respondendo ao ministro)
‘‘O governo FHC é tão ruim em comunicação que conseguiu empurrar até a Xuxa para a oposição’’.
(Do diretor do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, sobre o bate-boca entre Serra e Xuxa)
‘‘Ame seu país, não compre calçados brasileiros’’.
(Frase de cartazes espalhados pelas ruas de Buenos Aires)
‘‘Na minha região não dá pra chamar a esposa de ‘‘bem’’ na porta do banco porque ele toma’’.
(Do produtor rural Wanderley de Laurentiz, durante protesto de agricultores pela renegociação da dívida, em Brasília)
‘‘Itamar está querendo dar uma de Moisés, que separou o Mar Vermelho. Só espero que não seja engolido pelas águas, como foi o exército egípcio’’.
(Do deputado federal João Hermann (PPS-SP), sobre a ameaça do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, de desviar o curso dos rios do Estado para impedir a privatização de Furnas)
‘‘Conseguimos dar cara e voz às pesquisas que mostram sua impopularidade’’.
(Do deputado federal José Genoíno (PT-SP), sobre a Marcha dos Cem Mil contra o governo de Fernando Henrique Cardoso)
‘‘Não havia mais de 30 mil pessoas, mas foi bom para a democracia’’.
(Do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), sobre a Marcha dos Cem Mil)
‘‘Antigamente, o presidente era cobrado pelo que deixou de fazer nos seus quatro anos de Governo. Agora ele é cobrado pelos últimos 400 anos’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso)




SETEMBRO




‘‘Dá sim para ousar mais. O excesso de cautela, a essa altura, será o outro nome para a covardia’’.
(Do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho, criticando seu colega da Fazenda, Pedro Malan, em palestra feita em um seminário do PSDB))
‘‘Nós não somos mercadores de ilusões. Temos de superar essa tentação do discurso fácil’’.
(De Pedro Malan, em resposta. O bate-boca levou à demissão de Carvalho
‘‘Isso aí é como na música do Vinícius de Moraes: eterno enquanto dure’’.
(Do senador Jáder Barbaljo (PMDB-PA), sobre o apoio de seu partido ao presidente Fernando Henrique Cardoso)
‘‘Se eu não vencer com a Ferrari, não vou ganhar mais nada’’.
(Do piloto Rubens Barrichello, sobre sua contratação pela escuderia italiana)
‘‘Hildebrando deveria escolher melhor as companhias’’.
(Do Bispo Rodrigues, da bancada evangélica, sobre o deputado Hildebrando Pascoal, do Acre, que teve sua cassação recomendada por envolvimento com o narcotráfico)
‘‘A dor dos que sofreram não é estranha para mim’’.
(Do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, ao falar sobre os torturados de seu regime)
‘‘Os senhores pensam que este País só tem bundas’’.
(Do ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, sobre a proposta de incluir mulatas na delegação brasileira que participou de uma feira em Hannover)
‘‘Todo político desocupado, que não tem nada a fazer, está se candidatando à Prefeitura de São Paulo’’.
(De Celso Pitta, prefeito de São Paulo, sobre a candidatura de seu vice, Regis de Oliveira, e do ex-presidente Fernando Collor à Prefeituta de São Paulo)
‘‘Os deputados do Pt são estudiosos, competentes, inteligentes, pontuais, adoram trabalhar. Só tem um problema: são todos muito chatos’’.
(Do deputado federal paraense do PPB, Gerson Perez)
‘‘Não visto a camisa da Globo, eu tatuaria o emblema da emissora no peito’’.
(Do apresentador Luciano Huck, contratado pela emissora)
‘‘Fazia musculação, mas percebi que passava duas horas do meu dia com a cabeça na bunda. Não posso perder tempo assim’’.
(Da atriz Maitê Proença, de 41 anos, sobre a fobia do culto ao corpo)




OUTUBRO




‘‘A CUT é rica. A CUT pode fazer propaganda na televisão. Nós distribuimos panfletos’’.
(Do ministro da Previdência, Waldeck Ornélas, ironizando a propaganda da CUT na TV, contra a reforma da Previdência)
‘‘A Constituição de 1988 instituiu uma seguridade social de ambições suecas, recursos moçambicanos e técnicas lusitanas de administração’’.
(Do economista Roberto Campos, sobre o sistema de seguridade social brasileiro)
‘‘Vagabundo é caixão, não tem chance. Vai pro inferno’’.
(Do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Edson Pimenta Bueno Filho, em palestra para a tropa)
‘‘Ele é presidente do PDT nacional, do estadual, do municipal e do zonal’’.
(Do governador do Rio, Anthony Garotinho, sobre Leonel Brizola, que controla o partido em todos os níveis)
‘‘De governo novo, a Argentina vai parar de namorar os Estados Unidos e reatar o noivado com o Brasil.’’
(Do economista argentino Armindo Minervini, sobre a eleição de Fernando De la Rúa)
‘‘Dei uma, depois outra e outra. Se não mato, ele ia me matar’’.
(Do interno da Febem Fábio de Castro, de 18 anos, que decapitou um rival durante rebelião)
‘‘Vir ao Senado e não conhecer o ACM é como ir a Roma e não conhecer o Papa’’.
(Da mãe do senador petista José Eduardo Dutra, Clóris de Barros Dutra, durante visita ao Senado Federal)




NOVEMBRO




‘‘Sei que prejudiquei várias pessoas, mas era uma coisa que precisava ser feita’’.
(Do estudante de medicina Mateus da Costa Meira, de 24 anos, que matou três pessoas na sala de cinema de um shopping de São Paulo)
‘‘Tinha casal abraçado no chão, gente chorando encolhida. O cara ds frente também estava caído. Cutuquei para ele levantar, mas ele também não reagia. Virei o rosto dele. O óculos tinha um furo. Nem estilhaçou. Ele levou um tiro no olho. Varou a cabeça, um horror. Aí que eu vi que o chão estava lavado cehio de sangue’’.
(Do estudante Miguel Beltran Neto, 20 anos, que estava no cinema quando o franco atirador agiu)
‘‘Antes fosse’’.
(Do presidente Fernando Henrique Carodoso, respondendo a um repórter que o chamou de prefeito)
‘‘Espero que os holofotes da CPI continuem acesos quando ela chegar aos tubarões da lavagem de dinheiro’’.
(Do deputado federal José Genoíno (PT-SP), sobre as prisões efetuadas pela CPI do Narcotráfico)
‘‘Ser elite brasileira? Sder esta merda? Sou e serei sempre contra isto. Sou do povo, sou vulgar, tenho orgulho de gostar de música popular’’.
(Do cantor e compositor Caetano Veloso, em entrevista ao jornal português ‘‘Expresso’’)




DEZEMBRO




‘‘Perdi o melhor trabalho de toda a minha vida’’.
(Do enfermeiro Ted Maher, que provocou a morte do banqueiro Edmond Safra. Ele ganhava US$ 18 mil por mês para atender ao banqueiro)
‘‘Eu não entendo de imposto. Pago, com mau gosto, como todo mundo’’.
(Do presidente Fernando Henrique Cardoso, em encontro do seu partido, o PSDB)
‘‘Já que presidentes não podem ser imperadores, devem ao menos visitar Petrópolis, para respirar o ar da grandeza do Império’’.
(Do presidente fernando Henrique Cardoso)
‘‘O presidente é igual ao seu jumentinho. A gente tem de dar carinho e apoio. Só desse jeito é que ele vai poder trabalhar direito pelo Brasil’’.
(Do governador do Tocantins, Siqueira Campos, convencendo o povo do interior do Estado a ter paciência com o governo FHC)

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