Educar, divertir, cuidar, ensinar e aprender. A receita mais parece um manual de instruções. Em meio a tudo isso, as mães dos dias de hoje tornaram-se multifacetadas e multifuncionais. Onipresentes, oniscientes e onipotentes, essas super heroínas desenvolvem, com o sacrifício de seus próprios interesses, superpoderes para darem conta de muitas e diferentes tarefas. E, longe de ser um passe de mágica, desafiam a lei da gravidade, permanecendo cada dia mais jovens, bonitas e bem informadas.
Exemplo claro é a dentista Paula Sant’Anna, 33 anos, mãe da jovem Alessandra Sant’Anna Mesquita, de 13 anos. Além de mãe, ela assumiu também o papel de pai na educação da filha. A relação das duas é de extrema amizade. Juntas, elas viajam, fazem compras, dormem, vão ao cinema, à missa,
trocam mensagem via Facebook... Não é raro serem confundidas como irmãs ou amigas. ‘‘A Lele adora que eu saia com ela. Sou confidente da minha filha. Coisas que eu nunca contava para minha mãe, por exemplo, ela me conta. Procuro ser amiga para participar, saber tudo que ela pensa e quer’’, diz Paula.
A filha, que insiste em chamá-la de ‘mamãe’, não esconde o orgulho da personagem principal de sua vida. ‘‘Minha mãe é boazinha, compreensiva e linda. É muito bom ter uma mãe assim. Meus amigos adoram ela e também a acham bonita. A gente divide roupa, sapato, é muito legal. Mas ela também sabe brigar quando eu abuso da liberdade’’, conta Alessandra.
Um ‘‘empreendimento’’ complexo e ao mesmo tempo maravilhoso. Assim é ser mãe para a empresária Leila Scalco. Coruja e superprotetora, Leila tem como melhores amigas as filhas Jéssica, de 18 anos, e Carolina, de 21, que trabalha ao lado da mãe em uma escola de línguas. ‘‘Sou de uma geração muito longe desta em que vivemos hoje, por isso tenho algumas opiniões ‘atrasadas’. Mesmo assim tenho uma relação de muito diálogo com minhas filhas. Elas me contam tudo e mesmo assim não deixo de me chocar com algumas coisas que ouço. O que conta nessa hora é o equilíbrio e a conversa aberta’’.
Como a grande maioria das mulheres que são mães, Leila, que nem de longe aparenta ter 48 anos, faz malabarismo para conciliar trabalho e atenção com as filhas. A missão, segundo ela, é cuidar sempre. ‘‘Existem fases, mas cuidar de um filho para mim é algo para a vida toda. Posso desistir de qualquer coisa, menos das minhas filhas. Elas são prioridade. Adoro estar com elas. Fazemos muitas coisas juntas, como viagens, jantares, joguinhos em casa. Para mim ser mãe é um presente. Toda dedicação em orientar e educar minhas filhas só me trouxe coisas boas’’, acrescenta.
Tendo em casa uma mulher mais que exemplar, Jéssica e Carolina não precisam fazer muita força para definirem a mãe que têm. Para a caçula, Leila é um exemplo de dedicação a tudo que faz. ‘‘Tudo que minha mãe se propôs a fazer ela conseguiu. Ela está sempre preocupada e fazendo a coisa certa para que tudo esteja bem comigo e minha irm㒒. Carolina, que além de filha tem um relacionamento profissional com a mãe, acrescenta: ‘‘Vivo ao lado dela, e este tempo faz com que fiquemos muito mais parecidas ainda. Ela é carinhosa, protetora e muito dedicada. Um exemplo de superação, além de ser muito batalhadora’’.
Quando a mãe de Giane El Haouli lhe perguntava o que ela queria ser quando crescer, a resposta foi sempre a mesma: ‘‘quero ser mãe’’. A realização do sonho se personificou em dois filhos, Diego, 14 anos e Bruna, 11 anos. Empresária do segmento gastronômico, a emoção toma conta de sua fala quando é questionada sobre seu conceito de maternidade: ‘‘Ser mãe é tudo. Não existe amor maior. Meus filhos são minha vida, um pedaço de mim. Ser mãe é ser educadora, amiga, companheira, amorosa, religiosa’’.
Na educação do casal de filhos, Giane, que está em plena forma aos 44 anos, não impõe proibições. ‘‘Sou uma mãe aberta a diálogos sobre tudo. Falo com meus filhos sobre amigos, sexo. Acho isso importante. Proibir não é o caminho. Ser uma mãe aberta favorece a educação. Precisamos responder às dúvidas da melhor maneira’’.
Moderna e atualizada, com página no Facebook e Orkut, os laços de amizade com os filhos são diariamente fortalecidos com programas em família. Aos sábados pai, mãe e filhos têm como programa ‘‘sagrado’’ comer comida chinesa. ‘‘Acompanho meus filhos em tudo. Levo para todas as atividades e, o mais engraçado é que, em casa, quando cada um está no seu quarto e no computador, nos falamos por MSN. Quando fico sem entrar dois dias que seja no Facebook, eles já falam: mãe, tem mensagem para voc꒒.

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