As lições da responsabilidade social
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Vera Barão<br>Reportagem Local 
O onceito de uma empresa fechada em si mesma e inacessível à comunidade a sua volta é coisa do passado. Cada vez mais as pequenas, médias e grandes empresas estão adotando os critérios de gestão socialmente responsável a chamada responsabilidade social. Assunto antigo em países de primeiro mundo, no Brasil, empresários começaram a assumir recentemente as ações sociais que contribuem para melhorar a qualidade de vida de boa parte da comunidade.
Além da vontade de prestar serviços à comunidade, a responsabilidade social é uma filosofia de gestão. Esses projetos são, basicamente, sustentados por três pilares: investimentos, boas idéias e inteligência corporativa. Quem acha que somente dar dinheiro para instituições resolve, pode dar com os burros nágua mais cedo do que imagina. As boas idéias e os investimentos devem estar alinhavados com a inteligência corporativa do time de funcionários. É isso que a Sercomtel, Milenia, Sonkey, Rondopar, Unimed, entre tantas outras estão fazendo.
Essas empresas e seus funcionários trabalham juntos em projetos que solidificam o conceito de cidadania empresarial e resultam na melhor qualidade de vida da comunidade. O foco de atuação é bastante diversificado: social, educacional, esportivo, musical, geração de renda, meio ambiente, formação de cidadania entre outros.
As práticas adotadas por essas empresas são o melhor indicativo da eficácia das ações sociais desenvolvidas por elas. Para a professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Londrina, Lilian Aligleri, a responsabilidade social, embora seja assunto antigo, começou a despertar curiosidade nos empresários há menos de uma década no Brasil. Eles estão entendendo que a responsabilidade social gera uma imagem positiva da empresa e garante rentabilidade quando é realizada dentro dos critérios de gestão. A filantropia pela filantropia pode mais prejudicar a imagem empresarial do que ajudar, explica.


