As grandes estrelas da ExpoLondrina
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sexta-feira, 15 de abril de 2016
Amanda de Santa Especial para a FOLHA 
As grandes estrelas da ExpoLondrina, os bois, estão em menor número no Parque Ney Braga este ano. Em compensação, ovinos e caprinos encheram cinco pavilhões e têm encantado os visitantes. Um carneiro de quatro chifres é uma das novidades destes últimos dias de ExpoLondrina.
Segundo o diretor de pecuária da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Humberto de Almeida Barros Junior, a feira recebe este ano cerca de 900 cabeças de gado de argola. "Houve uma diminuição no número de gados de elite", afirmou.

Essa redução em relação aos últimos anos não chega nem a 10%, garante Barros. Entre as razões para a vinda de menos bois nesta edição está a coincidência com a realização da Exposição Agropecuária de Campo Grande.
O diretor de pecuária alertou, porém, para a diminuição de criadores de gado de elite no Paraná. "Muitos deixaram de criar gados para expor. Houve uma migração para o soja, e o Estado diminuiu um pouco seu plantel." Mas o melhor gado do Brasil, segundo ele, ainda está concentrado em Londrina e região.
De acordo com Barros, alguns dos animais em exposição no parque serão leiloados e outros participarão de julgamentos para ganhar pontos que vão pesar no ranking nacional de criadores e expositores da raça.
Além dos gados de argola, também vieram ao parque cerca de 9 mil cabeças de gado de corte para julgamentos e leilões. "São 35 raças de gado entre os de corte e de elite", destacou. Humberto Barros adiantou que os leilões têm sido bem-sucedidos, com a comercialização entre 90% e 100%. "Tem havido um grande interesse pelos animais", garantiu.

OVINOS E CAPRINOS
Se os bois estão em menor número, as ovelhas e carneiros tomaram conta do parque e têm feito a alegria de crianças e adultos. O diretor de ovinocultura e caprinocultura da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Luiz Fernando da Cunha Filho, informa que este ano a feira recebeu mil animais de criadores de vários estados brasileiros. E a participação deles só cresce a cada edição. "Há quatro anos, tínhamos apenas 186 em exposição. Depois, aumentou para 300, ano passado trouxemos 600."
"Eles estão em cinco pavilhões, um exclusivo para caprinos e quatro para ovinos", contou. Os animais participaram de julgamentos e várias outras atividades voltadas para criadores foram realizadas durante a feira, como um ciclo de palestras e minicursos. "É uma atividade muito lucrativa, porque é um animal de ciclo rápido. O cordeiro pode ser abatido dentro de um ano", justificou Cunha.
Uma das novidades neste fim de feira é a presença do carneiro de quatro chifres. O diretor de caprinocultura explicou que o animal tem apenas sete meses e é puro. Segundo ele, o carneiro é da raça nacional Crioula. Os machos possuem um fator genético e podem nascer com até mais que quatro chifres. O que está em exposição na feira veio do Rio Grande do Sul.


