Artesanato londrinense mundo afora
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Kalinka Amorim<BR>Reportagem Local 
Madeira de demolição como canjarana, peroba rosa, guajuvira, cedro, embuia; vidros e cerâmicas são os materiais que têm sido utilizados por mãos talentosas para estampar a marca do artesanato brasileiro no exterior. Transformar esses materiais em objetos de desejo e mostrar que a produção artesanal tem estilo único e atemporal é a aposta da Artesanato & Estilo (Artest), associação que há seis anos, reúne, capacita artesãos de Londrina e exporta seus trabalhos para feiras do ramo, principalmente para a Europa.
A associação criada em Londrina é apontada como uma das poucas da cidade que trabalha com o conceito de inovação social, que consiste em apoiar e fomentar projetos para o desenvolvimento de tecnologias sociais inovadoras.
O trabalho começou quando o casal Denize e Roberto Mucci resolveram aplicar a experiência e a vivência profissional que tinham com exposições internacionais no desenvolvimento dos artesãos londrinenses. Trabalhávamos com acessórios femininos e resolvemos apoiar as pratas da casa que não conheciam o trajeto; abrimos o caminho e hoje muitos países conhecem a arte produzida por eles, conta Mucci.
A história da Artest foi atípica à da maioria das associações do gênero. Começamos focados no exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
(Apex/Brasil), que nos apoia, tem seu foco em mostrar e divulgar o artesanato brasileiro. Coincidentemente era o ano do Brasil na França, o que colaborou ainda mais para a abertura do nosso trabalho, comenta Denize. Ela lembra que a primeira exposição do grupo ocorreu na Maison Objet, em Paris, considerada a maior feira de artesanato do mundo. Depois disso, participaram de feiras em Milão (Itália), Madri (Espanha) e Frankfurt (Alemanha). Mostramos a cara do nosso artesanato lá fora e hoje exportamos para a Américas, Emirados Árabes e, principalmente, para a Europa, observa.
Capacitação
A fusão da história, dos costumes, da sensibilidade e do trabalho dessas pessoas que transformam as imagens do seu dia a dia em arte é aprimorada com cursos disponibilizados pela instituição. Um dos objetivos é conscientizar os artesãos quanto à adequação das peças e dos processos produtivos para a criação de um cultura exportadora. Realizamos parcerias com as universidades para possibilitar treinamentos específicos que gerem emprego e renda, baseados nos princípios da responsabilidade social, explica Mucci.
As oficinas, de acordo com ele, permitem a produção de um artesanato com maior valor agregado e forte identidade cultural. Ao final do curso, os participantes recebem certificados. Já foram realizadas oficinas de papel, cerâmica e madeira.
Para se tornar associado da Artest, que conta hoje com 90 artesãos, é necessário preencher um cadastro e levar uma peça de arte. Essa peça passará por uma avaliação. Se for aprovada conceituamos que o artista está apto. Caso o material necessite ser submetido a ajustes, encaminhamos o artesão para as oficinas de capacitação, diz Mucci.
Serviço:
O telefone da Artest é o (43) 3323-2510.


