Arte inquieta nas pontas dos pés
Promessas para a cultura londrinense começam em grupos como o Ballezinho de Londrina, que abastece 80% do elenco da Companhia Ballet de Londrina. Ex-integrantes estão em países, como Bélgica e Israel, como Alyson Pedrão e Anderson Braz, diretor da Companhia Maria Kong, respectivamente.
Para chegar aos palcos nacionais e internacionais é preciso saltar alto e enxergar que a dança pode levar mais longe. ''Acho que a dança é muito desvalorizada no País, mas é uma forma de cultura rica por mostrar o cotidiano de uma maneira totalmente diferente. Os espectadores relembram cenas que fazem parte de sua vida. Eu quero ter a dança como profissão'', afirma a integrante do elenco do Ballezinho, Paola Mantoani, 15 anos. Afirmação que pode ter outros significados, como para Patrícia Ramos, 20 anos, que participou de oito das 16 montagens do grupo. A bailarina não espera se tornar profissional da dança, mas a arte repercute em sua vida.
''A dança em Londrina está cada vez mais voltada para a profissionalização. A Escola Municipal de Dança caminha para termos uma formação técnica em que os alunos sairão da escola com registro'', afirma o diretor do Ballezinho, Wagner Rosa. O futuro da dança londrinense também trabalha com elementos que caracterizam a arte na cidade. ''É uma dança investigativa, inquieta. Não nos acostumamos com o que está construído. Promovemos um bailarino que pode lidar com várias linguagens sem se assustar com as adversidades de fazer cultura no Brasil'', avalia Rosa. (F.L.)





