O legado do circo vem sendo utilizado também para promover a reintegração social. Em Curitiba, crianças e adolescentes atendidos pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, também têm aulas de técnicas circenses dentro do Projeto Circo da Cidade, realizado em parceria com a Fundação de Ação Social (FAS) e a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) desde novembro de 2002.
Os alunos, com idade entre 7 e 17 anos, frequentam as oficinas no contraturno escolar e participam de atividades sócio-educativas. Segundo a FAS, as atividades estão suspensas temporariamente para a reforma da lona e após a conclusão desse trabalho as aulas devem ser retomadas na rua Raul Pompéia esquina com a Waldemar Cavanha, próximo à Rua da Cidadania da Fazendinha. O Circo da Cidade já esteve também na Vila Guaíra.
Nos últimos três anos passaram pelo projeto aproximadamente 750 crianças e adolescentes. As turmas reúnem uma média de 100 alunos, nos períodos da manhã e tarde. As aulas são diárias e os aprendizes passam por todas as oficinas onde são ensinadas técnicas como arame (corda bamba), malabares, trapézio, mágica, contorcionismo, monociclo, clown (palhaço) e rola-rola (equilíbrio sobre tábua apoiada em cilíndro). O acompanhamento técnico é da FAS e FCC, com orientação das atividades feita por artistas circenses com experiência profissional.
Para participar é preciso estar inscrito no Peti ou pertencer a família atendida pelo Programa Bolsa Família, do governo federal. Os alunos recebem uma bolsa no valor de R$ 40 e como contra-partida têm que frequentar a escola e participar da jornada ampliada, que além das oficinas de circo, inclui atividades como trabalhos manuais, esporte, oficinas de informática e de incentivo à leitura e escrita. (D.R.)

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