Arranha-céu vanguardista
Gilson CamargoNo início do projeto, muitos achavam que era ambicioso demais, diz o arquiteto Eli Loyola Borges Filho, que projetou o Curitiba Trade CenterO edifício que receberá a Casa Cor deste ano, o Curitiba Trade Center, é por si só uma atração. Apresenta uma arquitetura arrojada e números nada modestos: são 34 andares, 128 metros de altura e U$ 20 milhões em investimentos. Construção mais alta da cidade, o prédio adota a imponência dos grandes centros comerciais dos Estados Unidos, misturando esta influência inicial com elementos de vanguarda e referências arquitetônicas da cultura romana.
Quando surgiu a idéia do edifício, há quatro anos, quase ninguém acreditava no projeto por causa do tamanho: este é um prédio de alto padrão sem igual no sul do país, afirma o arquiteto que desenhou o Curitiba Trade Center, Eli Loyola Borges Filho. Mas agora, com 85% do edifício vendido, ficou comprovado que o empreendimento teve uma visão de futuro acertada. Para terminar a planta, levou-se um ano de trabalho, que incluiu viagens de observação a cidades como Nova York, Chicago e Dallas.
Referência ao estilo romano e uma abordagem de vanguarda compõem o visual do Curitiba Trade Center. O acabamento nobre das paredes, em granito, ganha contornos especiais com vidros laminados. Refletindo a tonalidade do céu, os vidros parecem mudar de cor, num belo efeito. O edifício vai ser um marco na cidade, não só por causa da altura, acredita Loyola. Mesmo daqui muito tempo, continuará valorizado, pela plástica.
Uma curiosidade é que o Infraero pretende instalar equipamentos de referência de vôo no topo do edifício. Apenas três prédios no mundo receberam este tipo de função, afirma Loyola. A tecnologia também estará presente em equipamentos modernos como sete elevadores de alta-velocidade e o sistema de ar-condicionado. O edifício deve estar concluído em meados de julho.





