Os grandes vazios urbanos fazem de Londrina a detentora da maior área urbanizada do Brasil, proporcionalmente à sua população. São aproximadamente 300 quilômetros quadrados para acomodar meio milhão de habitantes. Esta grande extensão dificulta a gestão da cidade e pesa no bolso do londrinense, que paga mais por serviços públicos como os de limpeza, transporte, água e esgoto e manutenção da malha viária, que chega a 2,5 mil quilômetros de ruas e avenidas.
No recém-lançado livro ''Londrina Bela e Sustentável'', o secretário municipal de Meio Ambiente, José Faraco, admite que os grandes vazios urbanos preocupam e reduzem a sustentabilidade. Ele estima que 39 mil lotes na área urbana estão sem uso. ''Pode-se dizer que aproximadamente um terço dos lotes estão desocupados'', afirma. Faraco defende que seja evitada a expansão da zona urbana enquanto não forem ocupadas estas áreas. ''O crescimento do setor imobiliário de Londrina é de 10% ao ano, sendo que a média nacional é de 5,5 a 6%'', observa.
Segundo Faraco, a extensão da cidade é tão grande que, sem aumentar-se um metro de área urbana, seria possível acomodar nela os 130 mil habitantes de Paranaguá, a 10 maior cidade do Paraná. O secretário observa que a cidade tem 7,7 milhões de metros quadrados de área verde, o dobro do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), além de contar, proporcionalmente, com três vezes mais vias públicas do que a cidade de São Paulo, com 12 milhões de habitantes. ''Isso significa que, aqui, determinados gastos públicos se multiplicam por três, comparados à capital paulista'', afirma. (S.L.)

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