Arco Norte: ambicioso, mas possível
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Elaine Souza <br> Reportagem Local 
''Praticamente uma nova cidade''. É assim que Nilvaldo Benvenho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), define a ideia batizada de Arco Norte, que na prática trata-se da construção, atrás do Shopping Catuaí, de um aeroporto privado, para cargas nacionais e internacionais, indústrias de alta tecnologia, lazer, serviços, moradias, com rodovias ligando o Arco aos centros das cidades envolvidas, que são Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana.
Audacioso, mas segundo Benvenho, com enorme possibilidade de virar realidade, o projeto em países de primeiro mundo é conhecido por ''Aerotrópolis'', um nome interessante e uma ideia boa, porém, de pouco conhecimento de uma grande parcela da população brasileira, pois trata-se de algo inédito.
Visando crescimento econômico, geração de empregos e qualidade de vida - somandos a cuidados ambientais - o Arco Norte teve seus primeiros movimentos há seis anos, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), sendo idealizado por Luiz Penteado Figueira de Mello, ex-presidente do instituto . O prefeito Barbosa Neto, em 2009, assinou decreto que tornou utilidade pública a área de 5,7 mil hectares referente ao Sítio Aeroportuário.
Com valor estimado em mais de R$ 1 bilhão, os investidores viriam de todo lugar do País e fora dele também. ''Empresas como a Vale, Petrobras e Odebrecht são possíveis compradoras'', revela Benvenho.
Ainda segundo o presidente da Acil, foi encaminhado ao governo do Estado um projeto para angariar uma verba de viabilidade econômica no valor R$ 2,8 milhões. Os R$ 20 milhões necessários para os projetos em si já foram garantidos pelo Governo Federal.
''Na prática ainda não temos ideia de quando começa. É algo muito grande que requer um tempo de maturação maior. Vinte anos - mais ou menos - é o tempo que um projeto desse requer para atingir total maturidade. Dentro dele há ações de curto, médio e longo prazo. É transformador, não acontece do dia para noite'', explica Nivaldo.
Com alcance que ultrapassa as barreiras territoriais e econômicas de Londrina, já que demais cidades do Norte do Estado estão envolvidas - não há, segundo Benvenho - estudos que mostrem o impacto na geração de empregos, porém, garante ele, as mudanças no que diz respeito ao crescimento da cidade serão enormes, sendo, no mesmo grau, altamente sustentável em todos os sentidos.
''Trata-se de um trabalho coletivo. Todos os grandes projetos que acontecem no mundo são assim. Primeiro é um sonho, em seguida vem a transformação dele em realidade'', finaliza.


