Araucária continua ameaçada de extinção
Curitiba - A araucária existe na Terra desde a época dos dinossauros e só é possível encontrar espécies nativas na porção sul do planeta. Por isso é considerada pelos especialistas como um fóssil vivo. Justamente por isso possui características muito peculiares e primitivas.
Uma delas, a árvore macho e a árvore fêmea separadas. A árvore macho não dá pinhão. Apenas poliniza (fertiliza) por meio do vento a árvore fêmea, que dá frutos. ''O Paraná já chegou a ter 80% do seu território coberto por araucárias. Hoje restam menos de 1%'', conta o engenheiro florestal da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Luiz Henrique Withers.
Segundo ele, a exploração começou pelos imigrantes europeus, que chegavam a exportar a madeira do pinheiro. ''Nos anos 50 que se começou a notar que os pinheiros estavam desaparecendo, mas só dez anos depois é que se começou a trocar o corte por pinus e eucalipto'', diz Withers.
A extinção das araucárias não significa só que uma árvore nativa vai sumir do território paranaense. O pinheiro é essencial para a alimentação da fauna ao seu redor. Segundo o engenheiro florestal, na época em que o pinheiro está dando frutos nenhuma outra árvore dá. Isto é, o pinhão é o único alimento dos animais no inverno.
É importante preservar o pinhão. Como muitos revendedores de pinhão derrubavam a pinha para pegar a semente e vendê-la antes de amadurecer, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) determinou que só se pode colher e vender pinhão a partir do final de maio, quando eles já estão no chão. O engenheiro florestal explicou que a pinha começa a se formar no final de janeiro, mas só cai em maio. A colheita é simples. Os produtores colocam uma lona preta embaixo dos pinheiros e depois recolhem tudo o que caiu.(A.B.)





