Arapongas: uma cidade movida pela indústria moveleira
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sábado, 09 de outubro de 2010
Reportagem Local 
O setor moveleiro é a base da economia de Arapongas, respondendo por dois terços de toda a riqueza do município. É ainda o carro chefe de outras atividades empresariais, tais como serviços, construção civil e
comércio.
Mas há outro aspecto em evidência: a cidade está para ser consolidada como o maior polo moveleiro do Brasil. Hoje, ela é responsável por 10% de toda a produção nacional de móveis. A nossa fatia de mercado é muito expressiva, tanto no mercado nacional quanto internacional. De cada 100 unidades fabricadas no Brasil, 10 saem de Arapongas, afirma o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Silvio Luiz Pinetti.
E o volume de produção não para de crescer, com estimativa de dobrar sua capacidade nos próximos 10 ou 12 anos, de acordo com o dirigente do sindicato. Segundo Pinetti, a possibilidade de atingir esta meta é perfeitamente possível porque o setor vem registrando um crescimento médio de 10% ao ano.
Ele explica que o aumento na produção se dará pelo investimento que as empresas estão fazendo na área de tecnologia e não vai representar, necessariamente, um aumento expressivo no número de empregos.
Pinetti afirma que o setor está cada vez mais preocupado com a qualidade dos produtos em função das exigências do mercado. Antes, nas décadas de 1970 e 80, o foco principal da indústria era a quantidade para atender um mercado em crescimento. Hoje o nosso polo conseguiu unir estes dois aspectos, investindo bastante em design. O nosso móvel hoje compete internacionalmente com qualquer mercado, afirma.
E o presidente do Sima, empresário Nelson Poliseli, destaca que o setor gera 67% do Produto Interno Bruto (PIB) local e que quase a metade da população depende da indústria moveleira. Nós oferecemos quase 10 mil empregos diretos; e se você considerar que cada família tem quatro pessoas em média, isto significa que 40 mil pessoas dependem diretamente de nosso polo moveleiro,
afirma.
De acordo com Poliseli, um dos motivos para o crescimento do setor na cidade é a organização dos empresários, que tem uma das entidades patronais mais bem estruturadas do País.


