A partir da ampliação da conscientização pela preservação do meio ambiente, com ações práticas e teóricas, Arapongas está criando uma ampla mobilização para recuperar e proteger as 14 nascentes existentes na área urbana. O trabalho foi desencadeado através da Jornada Eco-Ambiental 2001, realizada na Usina do Conhecimento, instalada dentro do Parque Ambiental dos Pássaros, que também abriga a nascente do ribeirão Campinho.
O projeto resultou de uma parceria firmada entre Sindicato das Indústrias Moveleiras (Sima), prefeitura, Federação dos Desportistas Radicais de Arapongas e Centro de Tecnologia em Ação e Desenvolvimento Sustentável. Também apóiam a iniciativa o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Várias atividades de conscientização e envolvimento da comunidade serão desenvolvidas na cidade. As ações terão continuidade por mais três anos, com a efetiva participação dos estudantes.
O agrônomo Érickson Mellus Kremmer, que representa o Sima e foi um dos idealizadores da jornada, explica que já havia na comunidade várias atividades dispersas, visando a preservação do meio ambiente. Agora, argumenta ele, tudo passará a funcionar com uma união de esforços de todos segmentos. ''A proposta é difundir entre professores, estudantes, empresários, produtores rurais e outros segmentos a necessidade urgente de preservar nosso meio ambiente, promovendo um desenvolvimento econômico sustentável'', revelou Kremmer.
Para o prefeito José Bisca (PFL), essa parceria firmada também com os moveleiros comprova que é possível equilibrar o desenvolvimento industrial com a necessidade de preservação do meio ambiente. ''Arapongas tem uma responsabilidade muito grande por concentrar 14 nascentes na sua área urbana, sendo que algumas delas formam importantes rios que servem para abastecimento de Londrina, Apucarana e Maringá'', destacou Bisca, frisando que não se trata de um ato isolado e sim de ações que terão sequência, com uma série de atividades.
Entre ações imediatas, cerca de 10 mil estudantes estão plantando essências nativas nas nascentes urbanas. Todas as árvores plantadas estão recebendo uma carteira de identificação e um registro de propriedade. ''Elas terão acompanhamento permanente dos estudantes até os seus três anos de idade, quando estarão emancipadas'', explicou Kremer.

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