Arapongas: economia do futuro, tranquilidade do passado
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de outubro de 2010
Geison Cortez 
Falar sobre Arapongas significa rememorar a vitória de cada pioneiro ainda fresca nas ruas e nas casas que ajudou a erguer sem ferramentas apropriadas, tendo como aliados a esperança, as mãos cheias de calos e os braços fortes. Cidade com pouco mais de seis décadas, porém que avançou expressivamente.
A seara das indústrias de móveis se firmou como o principal ramo, gerando mais de um quarto dos empregos para a população economicamente ativa, segundo dados do Sindicato das Indústrias de Móveis (Sima).
De acordo com a Prefeitura Municipal, a média de crescimento do comércio nos últimos cinco anos tem sido na casa dos 20%. Balanço do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia) indica que de janeiro a setembro de 2010 as vendas aumentaram 26%.
Tínhamos em 2007 renda per capita de R$ 15.578,00 e Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 1.505.955.000,00, na análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Na região Norte, a economia de Arapongas se encontra atrás apenas de Maringá e Londrina.
Observamos nos últimos tempos a profissionalização maciça de empreendedores; fábricas de fundo de quintal cresceram, transformaram-se em empresas prósperas. Basta constatar o incremento na carteira da Acia. Dois anos atrás havia 500 associados; agora são 719.
Ao longo da última década Arapongas revigorou ainda mais suas feições. A evolução percebida nos números se comprova nas ruas durante os horários de pico. Os parques industriais, até poucos anos atrás sarapintados de bicicletas, ficam povoados por motos e carros; existe, em média, um veículo para cada dois habitantes. Causa em nós contentamento ímpar não haver espalhados pela nossa cidade favelas ou mocambos. Quase 100% das ruas são asfaltadas.
Investir em Arapongas denota ter acesso a mão de obra qualificada e infraestrutura invejável. Tanto que nossos estabelecimentos comerciais, antes presos à região central, já grassam nas zonas Leste e Sul.
Se nossos saudosos desbravadores pudessem ver o município que fizeram erigir no meio das clareiras de terra encarnada, morando em choupanas, sentiriam imenso orgulho ao constatar que em 2010 esta é uma das melhores cidades para se viver, com empresas de gigantesco potencial e serviços públicos eficientes; o que se traduz em mais qualidade
de vida.
Se você vier para cá vai notar que, apesar de o desenvolvimento preencher o coração de cada um dos 103 mil moradores, nos deliciamos com a tranquilidade de um lugar pacato, uma cidade em que é possível encontrar aposentados em rodadas de dominó nas praças em tardes frescas e conversas de portão entre vizinhos.
Temos problemas? Claro! Todas as cidades apresentam falhas. No entanto Arapongas se reconstrói a partir das dificuldades e mantém a cabeça erguida, olhos fixos no horizonte, para enfrentá-las com fé no futuro. Nós da Acia ficamos extremamente satisfeitos de fazer parte deste povo que, mesmo nas adversidades, nunca perde a inspiração e a confiança no porvir.
Geison Cortez, é presidente da Associação Comercial e Industrial de Arapongas (Acia - gestão 2009/2011)


