Aqui eu me sinto em casa
Dentro da infra-estrutura de lazer disponível, o Lago Igapó é o local preferido de Faezeh Behrouzi, iraniana que se mudou para a cidade há 25 anos. Faezeh escolheu Londrina por acaso, ao examinar uma lista de localidades em que poderia residir para difundir os ensinamentos Baháí - motivo pelo qual ela, o marido e
duas filhas pequenas
vieram para o Brasil.
Ela conta que, no início, sua família sofreu bastante com as diferenças de costumes e culturas. Até mesmo fazer compras no supermercado era bastante difícil. Não conhecíamos os produtos e praticamente não falávamos português, explica.
Se as diferenças atrapalhavam a adaptação, Faezeh espantou-se ao encontrar algumas semelhanças entre duas culturas tão distintas.
Fiquei muito feliz com a hospitalidade e receptividade do brasileiro. Os iranianos também gostam muito de estrangeiros. E ambos os povos também são muito comilões, observa.
Hoje, a iraniana sente-se completamente integrada com a cidade. Eu e meu marido temos dupla nacionalidade não só no papel. Temos muito amor pelo Irã, mas também sentimos na alma que somos londrinenses, define. Seu sotaque, no entanto, faz com que a maioria das pessoas continue tratando-a como estrangeira coisa que a incomoda bastante. Às vezes me perguntam se eu estou gostando da cidade, e eu me sinto tão em casa aqui que essa pergunta parece até ofensiva, define. (V.N. e A.I.)





