Apucacouros quer acompanhar tendência mundial e crescer
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de maio de 1997
Carina Paccola 
Desenvolver novos artigos de couro para acompanhar as tendências do consumo mundial e ampliar o mercado é a meta da Apucacouros Indústria e Exportação de Couros, de Apucarana, que hoje exporta 40% de sua produção e vende 60% no mercado interno. Para concretizar seus planos, a indústria aposta na modernização das instalações e treinamento de funcionários, obtendo custos mais baixos e competitivos, segundo o diretor da empresa, Umberto Cilião Sacchelli.
Com faturamento de R$ 2,2 milhões por mês, a Apucacouros tem hoje três linhas de produtos: de couro curtido ao cromo wet blue; couro semiacabado natural ou tingido; e couro acabado para bolsas. Sacchelli afirma que a lucratividade do setor de couro este ano deve ficar abaixo do ano passado, que foi propício para a exportação, com um bom abate de bovinos e preços de venda satisfatórios.
A Apucacouros mantém hoje o mesmo quadro de pessoal - 325 funcionários - que havia em 1994. Sacchelli afirma que houve aumento de produtividade de 8% em 1995 e de 9% em 1996.
Como o setor coureiro/calçadista exporta bastante, Sacchelli afirma que o segmento enfrentou dificuldades no início do Plano Real - agosto de 1994 - até março de 1995 para administrar a desvalorização do dólar frente ao Real. Nunca tínhamos enfrentado uma desvalorização do dólar. Estávamos acostumados com a desvalorização da nossa moeda e não o inverso, diz.
Com maiores dificuldades para exportar e com a estabilidade da moeda, o setor passou a ter maior competitividade no mercado interno, que foi fartamente abastecido. As empresas foram forçadas a ser mais eficientes e competitivas. Isso foi um dos benefícios do Plano Real, além da estabilidade dos preços.
Na opinião de Sacchelli, o governo deveria baixar as taxas de juros para propiciar às indústrias exportadoras melhores condições de competir com outros países. Também falta apoio à agricultura e à pecuária, diz. Para o País exportar mais, Sacchelli fala que os produtos manufaturados - onde o Custo Brasil é mais forte - deveriam ter a exportação subsidiada pelo governo. Muitas vezes concorremos com países que adotam subsídios disfarçados.
O seguro de exportação, que deve passar a funcionar no segundo semestre deste ano, deve alavancar a exportação, segundo Sacchelli. Toda economia é forte quando se exporta e importa bastante. Mas a exportação deve ser maior, é claro. As empresas precisam ser mais competitivas, com custos menores para alcançar maiores fatias de mercado interno e externo.RAIO X
Setor: Couro
Faturamento
- em 96: R$ 24,4 milhões
- Previsão para 97: Não fornecida.
Lucro líquido: Não fornecido.
Funcionários: 325


