Aprimoramento no exterior
Há opções de bolsas tanto para estudar no Brasil quanto no exterior. "Nas últimas décadas, o Brasil tem apoiado muito com bolsas para realizar os estudos no exterior", ressalta o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes. Segundo dados mais recentes, de 2012, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) enviou quase 5 mil estudantes para fazerem parte do seu doutorado no exterior, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mais de 3 mil.
De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Edilson Silveira, atualmente, a Capes é a agência que mais financia as bolsas de doutorado sanduíche no exterior por meio do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE). "Este número a princípio aumentou bastante em 2012, quando a CAPES introduziu, na esteira do programa Ciências Sem Fronteiras, uma nova política de incentivo e dobrou o número de cotas para cada curso de doutorado."
O programa Ciência Sem Fronteiras, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), concede bolsas para diferentes modalidades de pós-graduação Stricto sensu no exterior. A concessão de bolsas se dá tanto pela Capes quanto pelo CNPq.
As bolsas para o Ciência Sem Fronteiras são destinadas, principalmente, a estudantes de doutorado, pois o governo brasileiro considera que o País já é rico em programas de mestrado, explica Hélio Suguimoto, pró-reitor de Pesquisa da Unopar. O estudante pode realizar parte (doutorado sanduíche) ou a totalidade (doutorado pleno) dos estudos em outro País. No primeiro caso, o aluno inicia a pós no Brasil, desenvolve o estudo no exterior e retorna ao País para finalizá-lo. (M.F.C.)







