Aprendizado vai além dos estudos
Na França, os estudantes do curso de Zootecnia da UEL fazem aulas em período integral e ainda estudam a língua francesa. Para Rodrigo Alves, esta é uma oportunidade de estudar a produção animal na França e na Europa em geral. "Os tipos e focos de produção animal do Brasil e da França são totalmente opostos. Fora as aulas normais, temos bastante aulas práticas, o que nos facilita a visualizar com clareza as diferenças culturais que atingem todos os meios."
Na opinião de Marcelo Vaz, o intercâmbio trará benefícios relacionados à língua e à cultura. "Hoje é quase indispensável você saber falar mais de uma língua quando for à procura de um emprego. Além disso, a parte cultural é bem enriquecida, pois na minha classe tem dez nacionalidades diferentes entre elas Canadá, Indonésia, Senegal e Tunísia." Matheus Clemes, aluno da Engenharia Civil que está em Vancouver, no Canadá, pelo programa Ciência sem Fronteiras, pensa da mesma forma. "Por mais que se aprenda línguas estrangeiras no Brasil, não se tem muita oportunidade de realmente praticar, principalmente o inglês coloquial do dia a dia e os diferentes sotaques de várias partes do mundo."
Samuel Ciuffa, da Zootecnia, conta que aproveita o tempo livre para viajar e conhecer a Europa. "É uma experiência única na qual moramos sozinhos num lugar com uma cultura e idioma diferentes, aprendemos a solucionar os problemas cotidianos e a controlar a saudade de casa. O crescimento pessoal é muito grande, além da chance de poder estudar numa faculdade da Europa e conhecer os diferentes sistemas de produção pelo mundo."
A estudante de Arquitetura Bruna Peixoto de Moraes também conquistou pelo programa Ciência sem Fronteiras a oportunidade de estudar na Irlanda, na University College Dublin. Fora as aulas, a universidade estimula os estudantes a participar de clubes de música, cinema, literatura, cultura irlandesa e etc, diz Bruna. "Eles encorajam os alunos a entrar em pelo menos um de cada, e os horários são bem flexíveis, então dá para dar conta de fazer de tudo um pouco." A quem também deseja fazer um intercâmbio, ela deixa uma dica: "o aluno tem que ter a iniciativa de aprender e fazer do intercâmbio uma experiência realmente válida, e não apenas uma viagem ao exterior".(M.F.C.)






