Olhos atentos, respostas rápidas e curiosidade a cada comentário diferente. A interatividade dos jovens cientistas com o engenheiro eletrônico e mestre em Engenharia Mecânica, Roberto Mathias Susin, durante uma palestra sobre robótica, revela o interesse dos alunos pelo assunto. Apesar dos termos técnicos, os alunos do laboratório de robótica do Universitário gostam e se identificam com o tema.
Segundo Susin, o aprendizado acontece de forma natural, principalmente para os pequenos que nem percebem que estão adquirindo conhecimentos de fundamental importância para a vida pessoal e profissional. ''Quando apresentamos um problema a criança logo tenta resolvê-lo. A criatividade e a capacidade de
raciocínio das crianças melhora muito depois do contato com a robótica. Têm alunos que conversam com engenheiros como se fossem profissionais'', comenta.
Minielevador, barcos, carrinhos, robôs. As criações podem ser as mais variadas. O engenheiro salienta que o jovem que pretende seguir carreira na área da automação, pode encontrar grandes oportunidades de emprego. ''Estou na área há dez anos e tenho acompanhado o histórico de alunos que hoje trabalham em empresas como a Renault, Bosch e muitos outros atuando na área da mecatrônica'', conta.
Susin explica que a automação industrial é o uso de computadores ou outros dispositivos lógicos para controlar máquinas e processos, substituindo algumas tarefas da mão-de-obra humana. A parte mais visível da automação, atualmente, está ligada à robótica, que visa principalmente a produtividade, qualidade e segurança em um processo.
Apesar de considerar um fator negativo a substituição da mão-de-obra humana por robôs, Susin diz que a robótica acaba contribuindo para a criação desses robôs, que podem realizar atividades insalubres, como soldas, tintas ou atividades de repetição que prejudicariam a saúde do trabalhador.
''Além de criar, os profissionais da automação também podem trabalhar com a manutenção desses robôs e de equipamentos'', esclarece.(F.B.)

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