Apps fazem do smartphone um genuíno canivete suíço
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Os smartphones se tornaram verdadeiros assistentes pessoais. Eles podem ajudar a encontrar a melhor rota para o trabalho, a fazer operações financeiras, ter acesso a exames médicos, lembrar dos afazeres do dia. E tudo o que o usuário precisa fazer para ter acesso a essas facilidades é instalar um aplicativo, ou simplesmente acessá-lo, se ele já vem instalado no smartphone de fábrica.
A advogada e empresária Alexandra Yusiasu dos Santos gosta muito de viajar. Os aplicativos a ajudam a comprar passagens aéreas, fazer reservas de hotéis mais baratas, a encontrar o táxi mais próximo, ou a encontrar restaurantes de acordo com o seu perfil e com boas indicações de outros usuários. Já o desenvolvedor iOS César Galvani usa o smartphone como uma ferramenta para aumentar a sua produtividade. "Tem gente que usa celular só como celular. Não usa todas as facilidades que o aparelho pode dar. Eu uso como ferramenta de produtividade, organizar tarefas, anotar alguma coisa rapidamente."
"Cada vez mais os aplicativos geram valor no sentido de serem um assistente pessoal. Porque o smartphone é algo pessoal, você não empresta para ninguém", comenta Adriano Sepe, coordenador da pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicativos Móveis da Unopar. Usar o smartphone "como se fosse um canivete suíço" será algo ainda mais intenso com o tempo, continua o professor.
Entre as muitas ferramentas desse "canivete suíço" que deverão se tornar mais popular em breve, na opinião do coordenador da pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicativos Móveis da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Luciano Ignaczak, são aquelas de mobile payment (pagamento móvel) e mobile wallet (carteira móvel), não só para compras pela internet, mas também para pagamentos via dispositivo móvel.
MOBILE PAYMENT
Ele conta que em um shopping de Porto Alegre (RS), por exemplo, os visitantes do local já podem pagar o ticket do estacionamento pelo celular. "Qual o objetivo disso? Evitar filas!" A mesma tecnologia também já está sendo utilizada em bares e casas noturnas. "Mas isso é só o início. Se você está em uma loja, poderá ler o QR code (Quick Response code ou código de resposta rápida), consultar o preço e efetuar o pagamento pelo dispositivo móvel e sair com o produto da loja."
MOBILE HEALTH
Para José Pugas, gerente do Ambiente de Inovação da PUCPR e da Hot Milk, aceleradora da universidade, tanto este quanto o próximo ano serão dedicados ao mobile health, a aplicativos de conectividade que ajudam a conectar objetos, como o carro e a casa, por exemplo e a soluções que apoiam atividades cotidianas que ignoramos por negligência ou "preguiça", como poupar.
A aceleradora da PUCPR tem 45 startups e quase o mesmo número de aplicativos lançados. Alguns exemplos são um app que ajuda a localizar hotéis próximos e a fazer reservas; e outro que facilita a comunicação entre pacientes, clínicas, laboratórios e médicos, o MedCloud.
O MedCloud já tem cerca de 400 mil usuários e é utilizado por 40 clínicas em todo o Brasil. O app permite que o paciente possa acessar os resultados de exames via mobile. "Quantas vezes você faz uma consulta médica e esquece todos os exames em casa?", questiona Marisângela Brittes, CIO da startup que criou a ferramenta.
A solução ajuda os pacientes a ter guardados em um só lugar todos os seus exames médicos, de forma que, quando em uma visita ao médico, tenha acesso a eles na hora, na palma da mão. A ferramenta também evita idas desnecessárias ao laboratório ou ao médico para buscar resultados de exame. "Se não for nada grave, o paciente já recebe o resultado no dispositivo móvel na hora. E se tiver dúvidas, pode mandar mensagens pelo aplicativo." O uso pelo paciente e pelo médico é gratuito, mas a clínica ou laboratório precisam ter o MedCloud integrado em seu sistema.


